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| [FF] Quando o verão se for; *divokkities escaladas!* | |
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| Tweet Topic Started: May 17 2006, 08:49 PM (4,620 Views) | |
| Tatiana | May 17 2006, 08:49 PM Post #1 |
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Administrator
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Capítulo 01 _Divokitties, vocês não vão acreditar. Mas não vão mesmo... eu quase não acreditei! É porque eu vi... só aí eu fui acreditar que era de verdade... _Acreditar em que, mulher? – Tatiana agarrou Adriana pelos braços, que insistiam em se movimentar. _Se nem você acreditou... – Thais deu de ombros. _Fale logo! – Mônica insistiu. _Não... foi algo assim... eu ia pegar uma revista e ele veio pegar também... não dá para crer que isso aconteceu. Acho que estou sonhando. _Deve ser um pesadelo. – Tatiana protestou. – Quem é ele, Deus do céu? _O Carlos. _Ah... o que mais tem nesse lugar é Carlos! – Thais justificou. _Não... estou falando do Carlos! Carlitos! _Carlitos? Já ficou íntima assim? – Mônica estranhou. _Caramba, vocês três beberam??? Acabei de chamar vocês de que? _Bêbadas? – Tatiana, na hora. _Divokitties! – Mônica sentiu-se orgulhosa. _Então! Carlos! Il Divo! _Ah, tá. Entendi. – Thais continuou ignorando. _Estou falando sério! – Adriana irritou-se. – Não vão me dizer que não acreditam em mim? _E é para acreditar? – Mônica arregalou os olhos. – Não é brincadeira??? _Claro que não! – Adriana sacudiu a amiga. – Desde quando se brinca com essas coisas? _Mas... ah, só pode ser brincadeira!! – Tatiana franziu as sobrancelhas. – O Il Divo no Caribe? No mesmo dia em que nós?? _Não disse Il Divo... disse Carlos! _Só o Carlos??? – Thais esfregou as mãos. _Só vi ele. _Mostre! Adriana arrastou as amigas até o saguão do hotel. Somente um hall vazio, com a recepção ao fundo. _Só vejo os nativos. – Tatiana observou. _Claro... ele já foi embora. _Ah... e agora?? – Thais indignou-se. _Esperamos ele voltar! (flashback da viagem) Tatiana embalou suas coisas um dia antes da partida, e chegou duas horas antes no aeroporto. Ela voaria para o Rio de Janeiro, e o cruzeiro partiria de lá. Ela estava mesmo animada sobre aquela viagem, mais ainda porque ela iria com três amigas, Adriana, Mônica e a portuguesa Thais. Elas costumavam conversar muito, mas nunca imaginaram que decidiriam fazer aquela viagem juntas. Era uma maluquice, mas seria muito divertido. Checou se tudo estava bem, e sentiu-se calma e confiante quando o avião deixou o aeroporto. Tatiana não sabia quando as meninas chegariam todas ao Rio, mas sabia que se encontrariam. Não era um barco tão grande que quatro matracas não conseguiriam se encontrar. Ela teve um bom vôo, porque dormiu quase todo o tempo. Ela estava nervosa e tomou um remédio... funcionou como uma bomba: foi só tomar e dormir como um bebê. Bom para ela porque sonhou com o Il Divo. Aquela vinha sendo sua paixão por algum tempo, e tudo em sua mente era relacionado a eles e a suas músicas. Mais ainda sobre Sébastien, o francês irresistível. Lindo, sexy, romântico, tudo que se podia sonhar em um homem. E falava francês. Quando aterrissou no Rio de Janeiro, ela tinha apenas algumas horas para pegar o transatlântico, e ela nem tinha certeza de onde iriam partir. Bem, perguntar era com ela mesmo. Conferiu as malas e bilhetes mais uma vez e pegou um táxi até o endereço da partida, que não deveria ser algo difícil de encontrar. …………………………………………………… _Estamos atrasados, David. – Carlos gritou da porta do quarto, tentando chamar a atenção do amigo. – Vamos perder o vôo... e eu vou cortar fora sua cabeça por isso. David apareceu ajeitando a camisa. Olhou de cara feia para Carlos e fez uma careta. _Pare de chorar, Carlos Marín. Cortar a cabeça é coisa da Idade Média. _E você não entende nada de História, então vamos. Não estamos indo para o palco, mas para um vôo de várias horas. _Carlos! Dave! – Urs apareceu. – O que está havendo? O táxi está esperando! _Eu disse, mas David está parecendo uma mulher para se vestir. _Ok, ok... estou pronto. E as malas? _No carro. – Urs disse, olhando no relógio. – Exatamente onde deveriam estar. Os rapazes do Il Divo pegaram um vôo especialmente fretado para eles, até as ilhas do Caribe. Aquela era a idéia maluca de Simon Colwell, amparada por Steve Mac. Com uma conversa de que eles precisavam de um tempo nas gravações do terceiro álbum, inventaram aquela viagem de férias forçadas para o quatro, com a condição de que somente os quatro iriam. Teoria da conspiração era pouco para o que se passava na cabeça de cada um, mas eles resolveram aceitar. Poderiam passar um tempo livre com a família, mas estavam todos muito cansados e até mesmo deprimidos. A vida de estrela não era fácil. Sébastien achava tudo maravilhoso. Ele não conhecia aquela parte da Terra, e amava o sol, as cores, o verão. E as garotas deveriam ser muito boas... ao menos era a expectativa de Carlos. Carlos, sempre pensando primeiro nas mulheres, depois no que fazer. Urs tinha certeza que aquilo não funcionaria. Estava chateado, zangado, irritado, deprimido, desanimado. Foi praticamente arrastado pelos outros três para aquela viagem. Preferia ficar trancado em seu quarto com sua melancolia. O grupo chegou no Caribe quando ainda era noite, e o sol já se via nascendo rosado no horizonte. David quase não dormiu, pensando em o que encontraria naquele lugar. Sua câmera filmava cada pedaço do avião e perturbava os outros que queriam dormir. Futucou Urs até ele resmungar algo e quase jogar a câmera no chão. Ele queria guardar cada detalhe daquela viagem, como gostava de fazer. (final do flashback) |
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| Tatiana | May 17 2006, 10:04 PM Post #2 |
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Capítulo 02 Adriana resmungava, a caminho da lanchonete. As amigas iam pagá-la... isso iam. Primeiro inventaram um jogo sobre quem ia pegar o sorvete. E o jogo foi injusto... ela foi escolhida porque já tinha visto Carlos, e as outras não. E então estava a caminho da lanchonete para munir-se de quatro sorvetes de chocolate. Pensariam que ela era uma gulosa, com certeza. Mas ela realmente estava no clima de um sorvete... boca seca, nervosa. Carlos estava demorando anos para reaparecer, e a espera começava a ficar cansativa. Ela recostou-se no balcão e pediu os sorvetes. Segurou tudo meio desajeitada, e dirigiu-se ao saguão, distraída, olhando as luzes do hotel. Nunca pensou que o Caribe fosse tão grande. Olhando para um anúncio, ela não viu alguém se aproximar e trombou com a pessoa, derrubando todos os sorvetes. _Ai Deus... – Ela disse, olhando para a bagunça. _Desculpe... como sou distraído, desculpe-me. Adriana sentiu um estalo. Um “click” tocando dentro de sua cabeça. Levantou a cabeça com os olhos já arregalados, e de repente parou de respirar. _Você está bem? – A pessoa a segurou pelos ombros. _Está tudo... bem. – Ela disse, sem palavras. Era difícil imaginar Adriana sem palavras. Mas ela foi pega de surpresa por algo que não imaginava. Ela queria, mas não podia imaginar. Em sua frente, estava Sébastien Izambard, que desabava em sua cabeça como um meteoro. Literalmente. There was a time I was everything and nothing all in one When you found me I was feeling like a cloud across the sun I need to tell you How you light up every second of the day But in the moonlight You just shine like a beacon on the bay And I can't explain But it's something about the way you look tonight Takes my breath away It's that feeling I get about you, deep inside And I can't describe But it's something about the way you look tonight Takes my breath away The way you look tonight _Oh… ok, derrubamos todos os seus… quatro sorvetes? – Ele lhe sorriu, quando viu tudo jogado no chão. _É... que são para minhas amigas. – Ela tentou lhe sorrir de volta. _Vamos comprar outros. – Sébastien intentou seguir em frente, rumo à lanchonete. _Não... quero dizer, não precisa. Está tudo bem... elas vão entender. _Mas eu insisto. Suas amigas não podem ficar sem sorvete de chocolate. Adriana sorriu, sentindo alguma coisa queimar dentro dela. Dava até para sentir o cheiro de borracha queimada, de carvão. Sébastien Izambard tinha lhe feito uma proposta, mesmo que fosse a mais tola de todas. Ela tinha o dever de aceitar. Seguiu-o até a lanchonete, sem dizer mais nada. As palavras tinham simplesmente desaparecido. _Então... você é caribenha? – Ele perguntou, sentando-se na banqueta. _Não... brasileira. _Oh... que interessante. Não conheço o Brasil. _Eu sei… nunca foi lá. _Ok, quer dizer que você sabe quem sou eu? _Pode ter certeza. – Adriana espremeu os lábios, imaginando o quanto bem ela o conhecia. Ou sonhava que conhecia. _Bem, já estava mesmo cansado de ficar no anonimato. Está hospedada aqui? _Não... no transatlântico. _Sério?? Parece legal… e com quatro amigos? _Amigas. – Adriana frisou. – Devo confessar que estão todas no saguão esperando Carlos retornar... eu o vi e elas queriam vê-lo também. Sébastien sorriu, imaginando a cena. Uma garçonete se aproximou, e ele pediu um suco. Adriana não conseguia parar de olhar... ele parecia exatamente com tudo que ela sempre desejou que ele parecesse. Sequer aquele gel gosmento ele usava. Vestia uma malha meio amarrotada, parecendo que tinha acabado de chegar da academia. Mas a ausência de uma gota de suor demonstrava que ele tinha passado longe dos exercícios físicos. _Vai querer os seus sorvetes agora ou me acompanha neste suco? Eles sempre fazem mais do que agüento tomar. Adriana olhou para ele meio sem saber o que fazer. Aquilo lá era pergunta que se fizesse a uma Siren??? Lógico que ela preferia ficar com ele ali, o dia todo, talvez a semana toda, criando teia de aranha. _Bem... acho que prefiro algo mais light do que sorvete de chocolate. – Ela sorriu, sentando na banqueta. |
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| Tatiana | May 20 2006, 02:43 PM Post #3 |
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Capítulo 03 Os dois ficaram a conversar por muito tempo. Adriana esqueceu-se, o que não seria difícil de imaginar, que as amigas estavam ansiosas esperando Carlos no saguão. Como ele não retornou e Adriana começou a demorar demais, as três decidiram ir atrás dela, na lanchonete. _Aposto que ela se perdeu. – Thais conjecturava. _Que nada... estamos rodando este hotel desde ontem. – Mônica imaginava o que teria acontecido, mas perder-se não era uma opção. _Ela está é nos enrolando... vejam... na lanchonete batendo papo! – Tatiana protestou. _E com algum caribenho... As três caminharam em direção a Adriana, prontas para resmungar. _Adriana, muito bonito. Nos deixa esperando no saguão e fica aqui, de conversa com... Adriana olhou para as três, nem imaginando o que faziam ali, falando daquele jeito. Logicamente, a falante era Tatiana, que não conseguia ficar quieta um minuto. Mônica arregalou os olhos e Thais bambeou as pernas. Tatiana perdeu a frase pela metade e levou dez segundos para se reencontrar quando Sébastien se virou, com o copo de suco, bebendo de canudinho. _Sébastien! – Ela finalmente entendeu o que se passava. _São suas amigas? – Ele perguntou a Adriana, que pensava em onde se esconderia. _Sim... – Sorriso amarelo. _Mas... não estávamos esperando o Carlos? – Mônica sentiu-se confusa, por alguns instantes. _Nós sim. – Thais torceu os lábios. |
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| Tatiana | May 20 2006, 02:44 PM Post #4 |
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Capítulo 04 David e Urs estavam sentados no quarto de hotel, totalmente entediados. Eles nunca pensaram que as férias seriam chatas. Talvez porque eles estivessem mesmo viciados em trabalho. Viciados ao palco, às músicas, às fãs gritando todo o tempo. O fato era: nenhum dos dois estava se divertindo. Sébastien entrou no quarto cantarolando alguma coisa em francês, ignorando os dois amigos deitados na frente da TV. O sol brilhava do lado de fora e ele intencionava convidar os amigos para a piscina. _O que raios... vocês estão doentes? – Sébastien teve que perguntar quando viu os dois fazendo parte do carpete. _Não... estamos pensando nas muitas opções que temos para fazer... – Urs disse, desanimado. _E cadê Carlos? – David perguntou. _Sei lá. Não sou babá dele nem estava com ele. Vamos para a piscina? _Não sei. Acho que sou o único que não vou me divertir. – David resmungou. _E por que você está tão feliz? – Urs questionou. – Entrou cantando... e em francês! Agora está com este sorriso irritante na boca. _Estou feliz por estar, oras. _Sei. – Urs sentou-se. _Falo sério. Bem... eu conheci pessoas muito legais hoje. _Pessoas? – David coçou a cabeça. _Quatro fãs. – Sébastien relembrou-se do encontro na lanchonete. _Fãs? No Caribe? Achei que não fôssemos famosos aqui… - Urs tinha uma interrogação na face. _E não somos, elas são brasileiras. E uma portuguesa. _Nem sabia que éramos famosos no Brasil... – Urs continou com sua dúvida. _Ah, e daí? – Sébastien começou a trocar a roupa, para ir para a piscina. – O importante é que elas são muito espirituosas. _São bonitas? – David divagou. _Isso me parece o Carlos falando... – Urs viajando. _Nossa, vocês estão muito irritantes. Ninguém vai para a piscina? _Ok, eu vou. – David levantou-se em câmera lenta e remexeu sua mala atrás das roupas de banho. Olhou-se no espelho sentindo-se muito branco. Sacou um protetor solar bastante eficiente e acompanhou Sébastien até a área da piscina. Urs não moveu um músculo. |
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| Tatiana | May 20 2006, 02:47 PM Post #5 |
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Capítulo 05 Carlos reapareceu muito animado. Encontrou Sébastien e David na piscina, observando a beleza caribenha. Carlos carregava folders sobre um passeio de barco até uma pequena ilha próxima, e lá estava escrito que aqueles passeios eram fantásticos. Poderiam ver tubarões, nadar com os peixes... _Rapazes! – Carlos chamou os amigos, acenando. – Onde está Urs? _Trancado n quarto. – David respondeu, torrando sob o sol escaldante de meio dia. _E você? Desapareceu desde o café! _Estava atrás de mais diversão... se me entende. Carlos entregou os folders a Sébastien, que deu uma olhada rápida. Acabou molhando tudo, enquanto Carlos se sentava e pedia um drinque. Com álcool, logicamente. _Parece legal. – Sébastien concordou. – Está interessado? _Claro! Já que estamos aqui, e à toa, temos que aproveitar. Podemos ir amanhã, saem barcos de duas em duas horas. _Sébastien pode levar suas novas amigas. – David implicou. _Amigas? – Carlos interessou-se. – Explique-me. _Quatro fãs. – Sébastien relembrou o encontro mais uma vez. – Muito divertidas... _São bonitas? _Mas o que há com vocês? – Sébastien protestou. – Sim, elas são bonitas, mas eu não fiquei prestando atenção nisso. _Ok, então. – Carlos caiu na gargalhada. Sébastien fez uma careta e pegou o drinque que o garçom trazia. Teve vontade de rir da sombrinha que enfeitava, mas deixou para lá. Afinal, estava tudo tão bom... _Posso pensar em convidá-las. Mas sejam gentis... elas são fãs. _Mas como vai convidá-las? Estão hospedadas aqui? _Não... mas talvez venham para o jantar. |
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| Tatiana | May 26 2006, 03:54 PM Post #6 |
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Capítulo 06 Thais esfregava as mãos. Mônica terminava de se vestir com uma lentidão quase insuportável, como se fosse para um lugar terrível. Teoricamente, todas teriam muito o que comemorar. Todas as quatro. O encontro na lanchonete com Sébastien rendeu uma excelente oportunidade de conhecer o Il Divo. Sébastien, além de muito simpático, acabou por perguntar se elas não estariam interessadas em jantar no hotel... assim eles poderiam conversar mais... porque ele estava há muito tempo conversando só com as mesmas pessoas. Entediado, ele se fez passar. Adriana sentiu o coração pular pela boca várias vezes, mas ele era tão natural que era fácil sentir-se relaxada. As outras estavam na maior animação só de pensar em conhecer o Il Divo, mesmo que fosse somente para dizer um “oi” tímido. Mas Tatiana, intrometida e pensando sempre em um lado menos prático, vetou a idéia. Aquele momento não era o de conhecer o Il Divo.... era o momento de Adriana conhecer melhor Sébastien. Ela era a Siren do grupo, ela tinha o direito de estar com ele. As outras iriam somente perturbar. Não havia certeza nenhuma de que os outros estariam por perto. _Não sei como fui convencida disso. – Thais protestou pela décima vez. _Sou insistente. – Tatiana escovava os cabelos. _Mas é o Il Divo... – Mônica suspirou. _Se Adriana se entender com Sébastien, vamos conhecer os rapazes. Mas é sacanagem esse bando de mulher intrometida no meio dos dois. _Pode ser. – Mônica nem estava muito conformada. _E vamos fazer o que??? – Thais deu de ombros. _Passear. – Tatiana sorriu. – Deve ter alguma coisa boa para se fazer nesse Caribe, não acham??? De qualquer forma, as quatro teriam a chance de estar bem perto dos ídolos. Elas sabiam que aquilo ia acontecer, mais cedo ou mais tarde, ainda naquela viagem. |
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| Tatiana | May 26 2006, 03:54 PM Post #7 |
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Capítulo 07 _Então, vai decidir me contar mais sobre você? – Sébastien perguntou, enquanto olhava o menu com bastante calma. Adriana apareceu no bar do hotel mais ou menos na hora do jantar, e ficou por lá, adequadamente vestida, tentando dar a impressão de que não estava ali somente para o jantar com Sébastien. Ela era uma fã, talvez não quisesse parecer uma fã apaixonada. Mas ele a encontrou, e a convenceu a acompanhá-lo. Não foi nada difícil. _Pergunte-me, e eu escolho se respondo ou não. – Adriana sorriu para ele. Sébastien pediu um vinho. _Ok... mas não estou inspirado em fazer perguntas. _Então, não posso fazer nada. _Você parece jovem. _Essa foi a melhor maneira que já vi de perguntar a idade de alguém... – Adriana teve que rir. _Tentei ser criativo. – Sébastien também sorriu. Adriana parou de respirar por alguns instantes, mas logo recuperou a sanidade. Ele sorria exatamente como nos vídeos... mas era ainda mais perfeito. _Tenho 29. Não preciso esconder. _Claro... é uma ótima idade. Suponho que você já saiba muito a meu respeito, então não preciso falar generalidades. – Sébastien sorria. E seu sorriso era lindo. _Mas ainda há muito que eu não sei. – Adriana quase não conseguia encará-lo, ao mesmo tempo que se recusava a perder um instante. O garçom se aproximou e Sébastien fez o pedido. Adriana escolheu qualquer coisa bem leve, ela não conseguiria comer nada com tudo aquilo acontecendo. Os dois não falaram muito até chegar o vinho, e depois falaram menos ainda esperando a comida. Não que Adriana não tivesse um milhão de coisas para perguntar. Ela simplesmente não sabia por onde começar, e até onde ela poderia ir. Se ela chegasse a desenvolver um relacionamento, de qualquer natureza, com Sébastien, teria que dar um passo de cada vez. E jantar já era um passo tão grande que era preciso concentração para não perder o equilíbrio. Após o jantar terminar, duas garrafas de vinho já se haviam ido. Mais frutos do mar e sobremesa. Não era muito, mas alguma coisa no ar embriagava ainda mais do que o álcool. Adriana estava no sétimo céu, na nuvem número nove; ou em qualquer outra metáfora brega para dizer que havia alcançado o paraíso. E um paraíso bem perto da Terra. _Acompanho você. – Sébastien disse, puxando a cadeira para que ela se levantasse. _Não precisa... afinal, você já está no hotel. – Adriana mentiu descaradamente. Ela queria que ele a acompanhasse, mas tentaria ser indiferente. _E deixar você perambulando sozinha a essa hora? Falando nisso... onde estão suas amigas? – Sébastien finalmente notou que Adriana estava... sozinha. _Elas tinham outras coisas programadas... – Outra mentira descarada. Daquelas que Sébastien não engoliria facilmente. _Ok. Bem, isso não me deixa escolhas. Preciso acompanhar você até o seu... navio. With your smile You pull the deepest secrets from my heart In all honesty I'm speechless and I don't know where to start And I can't explain But it's something about the way you look tonight Takes my breath away It's that feeling I get about you, deep inside And I can't describe But it's something about the way you look tonight Oh! Takes my breath away The way you look tonight |
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| Tatiana | May 26 2006, 03:55 PM Post #8 |
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Capítulo 08 A noite era linda, mas Thais estava entediada. Muito entediada. Perdera a chance fantástica de conhecer Sébastien, tudo em prol da amizade. Ela nem sabia que era assim tão altruísta... mas acabou concordando em esperar. Mas esperar era muito chato. E ficar com Mônica e Tatiana estava ainda mais chato. As duas estavam em uma conversa muito peculiar sobre Il Divo, e Thais não estava nada a fim de conversar sobre Il Divo enquanto ela tinha simplesmente aberto mão de conhecer Il Divo! Do jeito que estava sortuda, só faltava ter sido ela a encontrar um deles, e este seria, certamente, Urs Bühler. Não é que Thais não gostasse do Urs, mas ele não era definitivamente bonito como os outros. Só mesmo Tatiana para cair de amores por ele... pelo menos, ela não teria concorrência naquele passeio. As ruas do Caribe estavam animadas, e as pessoas caminhavam por todos os lugares. As lojas não fechavam, os restaurantes e cafés estavam cheios. Thais comprou uma revista e sentou-se em qualquer mesa de qualquer café. Ela nem se incomodou em saber onde estava, só que precisava de uma cadeira e luz para ler suas notícias. Talvez ela pudesse se satisfazer com Il Divo na revista, se não podia tê-los pessoalmente. Mas nem na revista eles estavam. Um garçom se aproximou, Thais resolveu pedir um drinque. Qualquer coisa sem álcool. Qualquer coisa doce, com frutas, que não necessitasse de muito esforço para consumir-se. O garçom de bandeja cheia passou de mesa em mesa servindo drinques. Parou em uma, na qual um homem observava a multidão e tinha um jornal entre os dedos. Parara na parte de política, e decidia se lia ou não a respeito do que acontecia no mundo. _Seu drinque, senhor. – O garçom colocou o copo com um guardanapo. Dirigiu-se para a mesa de Thais e deixou-lhe outro copo. Distraída, ela pegou a bebida e colocou na boca, perdida na leitura do horóscopo. Ela nem sabia se acreditava mesmo naquilo... Do mesmo jeito que a bebida entrou, saiu. Havia sal, e estava estupidamente azeda. Ela olhou para o copo em suas mãos e era uma margherita. Mas ela pedira um coquetel de frutas! Bem docinho e sem... tequila!!! Thais fez uma careta e levantou o olhar, tentando encontrar o garçom para descobrir o que acontecera com seu drinque. Time, I've been passing time watching trains go by All of my life Lying on the sand watching seabirds fly Wishing there could be someone Waiting home for me Something's telling me it might be you It's telling me it might be you All of my life Looking back as lovers go walking past All of my life _Acho que isso é seu. – Uma figura masculina estava parada em sua frente. Thais prendeu a respiração por alguns instantes quando deparou-se com o homem que segurava seu drinque nas mãos. |
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| Juliana Pellegrino | May 26 2006, 04:56 PM Post #9 |
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Advanced Member
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aiiiiiiii q nervooooooooooooooooooooooo... |
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| Tatiana | May 26 2006, 05:11 PM Post #10 |
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Só para finalizar
Capítulo 09 _É... deve ser. – Ela sorriu, amarelo. Seus músculos meio que se recusaram a se mover, à princípio. – Então... suponho que a margherita seja sua. _Logicamente. – Ele sorriu, e colocou o copo apoiado sobre a mesa. Thais levou a taça com a margherita até sua direção, e ele segurou seus dedos, sem querer. _Você é européia. – Ele sorriu. _Como você adivinhou? – Thais agarrou-se com a bebida, tentando disfarçar que estava nervosa. Ela detestaria parecer nervosa... _Não sei... você não parece caribenha. E tem sotaque. _Sou portuguesa. – Thais corou. Ele notara seu sotaque. _Bem... talvez você não se importe se, já que estou aqui, me sentar. Detesto comer sozinho... é deprimente. Thais ajeitou-se na cadeira, assustada. Ele queria fazer companhia a ela... e quem era ela, para que ele quisesse ficar ali? _Eu... quero dizer.. _Desculpe, talvez eu deva me apresentar antes. Carlos, muito prazer. _Tati… quero dizer, Thais. – Ela ficou torta assim que ele segurou sua mão e beijou, em um cumprimento gentil. Parecia lógico que ele poderia se sentar e ficar ali o tempo que quisesse. Afinal, não era mesmo o Il Divo que Thais esteve esperando o dia todo??? Não era mesmo ele que ela tentou ver a tarde toda, enquanto Adriana tomava drinques com Sébastien no bar? Ele mais do que deveria se sentar, aquilo era tudo que ela conseguia querer naquele momento. |
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| Tatiana | May 27 2006, 06:21 PM Post #11 |
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Capítulo 10 Era dia, e Tatiana estava mais entediada do que nunca. Hiperativa e sempre procurando alguma coisa para fazer, pulou cedo da cama e correu para a piscina. Nem notou se as amigas estavam no quarto, na verdade ela estava em perseguição à Adriana. Ela não sabia se Adriana estava no quarto, mas ela tinha um pressentimento de que não. Seu sexto sentido trabalhou bem. Bastou chegar à piscina para encontrar a amiga sentada na beirada, com os pés na água, viajando. _Peguei você! – Tatiana assustou Adriana. _O que foi?? Quer me fazer ter um infarto?? _Se Sebs não conseguiu isso ontem, não sou eu quem vai conseguir hoje. – Tatiana caiu na gargalhada com sua própria brincadeira. – Vamos... conte-me detalhes. _Que detalhes? – Adriana fingiu que não sabia do que se tratava. _Como assim “que detalhes”??? – Tatiana sacudiu Adriana pelos braços. – DE-TA-LHES! Tudo, qualquer coisa! Você passou a noite com Sébastien Izambard!!!! _Não passei a noite com ele!! – Adriana arregalou os olhos por causa da dupla conotação da frase. – Nós jantamos... e sozinhos, porque acho que os amigos dele tiveram a mesma idéia estúpida que vocês. _Não foi estúpida... pensávamos na sua chance de passar um tempo com Seb. _Faz sentido. _DETALHES, Adriana!!! – Tatiana estava agitada. E ela agitada era um perigo. _Não tem nada para dizer que vocês já não saibam. Ele é lindo, mais lindo ainda ao vivo... muito cavalheiro, tem um sotaque maravilhoso, fala inglês tão mal quanto eu e é o homem perfeito. – Adriana falou tudo isso olhando para a água da piscina. Tatiana teve certeza que ela via a imagem de Sébastien... do jeito que ela falava. _Uia! Eu sempre achei que ele era bom... _Ele deve ser ótimo. – Adriana também sabia dizer frases com duplas conotações. Antes que Tatiana pudesse brincar, as duas outras apareceram, ainda com cara sonolenta. Thais não tinha contado do seu “encontro” com Carlos, simplesmente porque não sabia por onde começar. _Quando vamos ver os divos? – Mônica nem disse bom dia. _É uma ótima pergunta... – Tatiana suspirou. – Quando vou ver Urs Bühler? _Depende do quanto vocês gostam de barco... – Adriana disse, maliciosamente. _Como assim, barco? – Thais não entendeu. _Quero dizer que Sebs convidou a gente para um passeio até a ilha. _QUE ILHA? – Tatiana deu um grito. _E isso interessa? – Mônica esfregava as mãos. _Claro que não! Quem vai estar nesse passeio?? E que barco é esse? – Thais arregalou os olhos. _Calma, mulheres. É um passeio com guia... vai até uma ilha grande aqui perto, a gente vê tubarões, nada com os golfinhos, passeia e volta. Os divos vão... ao menos Sebs disse. E convidou para irmos também. _E você ainda pergunta? – Mônica, também olhos arregalados. – Não era para ter dúvidas! _Não tenho, por isso aceitei o convite por todas vocês. Tatiana, Thais e Mônica se olharam e deram um grito, animadas. Elas finalmente conheceriam Il Divo... e Thais conheceria David. Eles que esperassem... elas estavam chegando. |
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| Tatiana | May 28 2006, 12:25 AM Post #12 |
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Capítulo 11 “Mademoiselle Adriana Melo, vous êtes priée de venir à la reception principale.” O som ecoou pelo navio. Era quase hora do almoço e as garotas não tinham feito nada de útil ainda, só sonhando com Il Divo e conversando amenidades. A voz em francês havia tocado no nome de Adriana... _O que é isso??? – Tatiana perguntou, olhando para Adriana. _E eu que sei? – Adriana parecia nervosa. – Falou em Francês... pensei que era você quem entendia Francês por aqui!!! _E eu entendi! Só não sei para que! _Desembucha, mulher! – Adriana sacudiu Tatiana. – O que eles querem? Quem quer? _Sei lá! – Tatiana livrou-se da amiga. – Chamaram você na recepção... _Vamos lá! – Thais saiu na frente. As outras três se entreolharam e correram para a recepção do navio. Se Adriana era chamada, algo acontecera. E algo em Francês... Mônica estava com dedos cruzados para que fosse algo bom, porque ela estava prestes a viver o melhor momento de sua vida, conhecendo o Il Divo em uma ilha paradisíaca. Nada poderia impedir aquilo... Chegaram à recepção e Adriana se apresentou, com a língua para fora, respiração ofegante. _Mademoiselle Adriana? – Um rapaz perguntou. _Sim... sei lá. Eu não falo Francês. _Ah, desculpe... pensei que falava. O rapaz que deixou isso era Francês. _Que rapaz? – Tatiana intrometeu-se. – Deixou o que? _Cale-se! – Thais empurrou Tatiana. _E... o que ele deixou? – Adriana estava ansiosa. O rapaz virou-se de costas e retornou com um maço de flores, que eram como aquelas que as quatro mulheres nunca tinham visto. Flores coloridas, lindíssimas, com um perfume assustadoramente adocicado. _Flores! – Mônica estava excitada. – Adriana recebeu flores! Flores! _Mas que mulher sortuda... – Tatiana mal acreditava. _Calma! Nem sabem do que se trata... – Adriana não conseguia retirar o cartão do pacote, e estava prestes a rasgar tudo. Seus dedos tremiam. – Será que alguém pode pegar este bendito cartão e ler para mim, por favor??? – Ela desistiu. Thais agarrou o cartão e abriu. _Pelo menos está escrito em inglês... “Bom dia! Só confirmando nosso passeio hoje, no barco das 2pm. Aguardamos ansiosos. Beijos, Seb”. _OH-MY-GOD. – Tatiana dava pulinhos, excitada. _Isso é tão... – Mônica não pode completar a frase. Adriana sem palavras. _Fale alguma coisa, mulher! – Tatiana nervosa. _Deixe-a em paz! Como essas brasileiras são agitadas! – Thais também estava nervosa. Adriana continuava sem palavras, olhando incrédula para as flores. _Acho que ela não está bem... – Mônica observou. _Estou ótima! – Adriana saiu do transe, acordando novamente para a realidade. Era aquela, ela acreditasse ou não. E, se fosse mentira, que ela nunca soubesse a verdade. – Só que já está quase na hora... vamos correr, ou perdemos o barco. _Nem fale uma barbaridade dessas! – Tatiana foi a primeira a começar a correr. |
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| *Mônica* | May 28 2006, 12:38 AM Post #13 |
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Advanced Member
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muito bom!muito bom!muito bom!!!! |
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| Tatiana | May 28 2006, 02:20 AM Post #14 |
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Administrator
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Capítulo 12 _Sua garota não vem, Sébastien. – Urs riu sobre a desgraça alheia. Eles estavam esperando por Adriana e as garotas para o passeio, mas elas estavam atrasadas. _Ela não é minha garota... e talvez elas estejam simplesmente atrasadas. – Sébastien protestou, porém desapontado. _Mulheres atrasam. – David definiu um ponto. _Sim, atrasam. – Carlos concordou. – Mas existem outros barcos... vamos para a ilha e elas nos encontram lá. – Foi a idéia. _Boa idéia. Estou entediado aqui... e olha que o entediante costuma ser eu. – Urs resmungou. _Vamos logo, ou serei o primeiro a jogar Urs de cima do barco. – Sébastien desistiu, colocando o colete salva-vidas. O grupo decidiu entrar no barco e navegar até a ilha. David disse que era mal assombrada. Sébastien disse que era um paraíso. Carlos disse que haveria garotas. E Urs disse que tudo era muito entediante. Urs estava mais chato do que de costume. Ele não estava se divertindo e nada que os amigos fizessem parecia ajudar. David até chegou meio desanimado, mas desde que Carlos decidiu ir até a ilha “mal assombrada” ele se interessou por fazer alguma coisa. Mas Urs... ………………………………………………. Tatiana olhou desapontada para os três caras nada bonitos parados perto da baía. Claro que eles não eram Il Divo e claro que Il Divo não estava ali. _Eu disse que estávamos atrasadas! – Tatiana resmungou, triste. – Agora, perdemos a festa!!! _Vamos no próximo barco. – Adriana decidiu. _Mas como vamos encontrar o Il Divo lá? _Ora... aqui me parece maior, e conseguimos encontrá-los! Bem, fomos encontradas por eles, mas isso não importa. Claro que poderemos encontrá-los em uma ilha menor. _Se o barco não os trouxer de volta... – Thais imaginou, olhando para o horizonte e pensando no que havia naquela ilha. _Tenho certeza que Sébastien vai esperar. – Adriana disse, orgulhosa. _Ah, claro. – Mônica, desanimada, disse. O barco retornou vazio, e elas decidiram ir até a ilha. O passeio foi ótimo; elas puderam ver o mar límpido e os peixes nadando, inclusive os corais. Mônica conseguiu ver um tubarão, e todas viram vários golfinhos. O lugar era maravilhoso, como a vista. Apesar de perderem o passeio com o Il Divo, as garotas estavam todas muito animadas, ainda com a expectativa. Quando o barco chegou à ilha, o guia advertiu para não nadarem, por causa dos corais que ficavam próximos à praia, e eram venenosos. E também alertou sobre pequenos tubarões. Ninguém poderia nadar, realmente, era muito perigoso. Mas as garotas não estavam mesmo interessadas em nadar, a não quer que outro tipo de tubarão estivesse perdido por aqueles mares. O guia também mostrou uma pequena estalagem e disse que lá havia um bar, um restaurante e muitas lojas. A primeira construção da ilha... e com cinco andares. Enquanto o guia falava sobre a história da ilha, Mônica acho que deveriam ir todos até a estalagem. Afinal, lá deveria estar o Il Divo. Tatiana, que estava apaixonada pelas maravilhas da mãe natureza, desgarrou-se das amigas e continuou andando atrás do guia praia afora, enquanto as divokitties iam atrás de seu objetivo. _Onde está Tati? – Adriana perguntou. _Aqui. – Thais levantou a mão. _Não... a outra. – Adriana riu. – Duas com o mesmo apelido é engraçado! _Não sei. – Mônica olhou em volta. – Ela deve estar atrás do grupo... está viajando com as histórias da ilha. _Vamos atrás dos divos, então! – Thais determinou. Chegaram na estalagem e começaram a buscar o Il Divo. Enquanto isso, Tatiana desistiu de ouvir o guia e caminhava até a estalagem, reclamando porque as garotas não a esperaram. Andando distraída, olhando os pássaros enormes que voavam pelo céu e ouvindo o som da água nas pedras, misturadas com o som do seu ipod, ela não percebeu onde andava e pisou em uma concha envenenada. _DROGA! – Ela gritou, segurando o pé esquerdo nas mãos. – MALDITA NATUREZA... Oh, Deus... blasfemando contra a natureza agora... E o vento soprou a areia em seus olhos. Ela coçou os olhos com as mãos sujas com o veneno... e seus olhos começaram a doer. Doer muito. _EU NÃO ACREDITO QUE TENHA TANTA SORTE! – Ela blasfemou de novo, sem conseguir enxergar. Totalmente cega e com o pé machucado. Ela não podia andar e não podia ver o caminho. Sentou no meio da praia e começou a resmungar palavras ininteligíveis, irritada. _Você está bem? – Ela sentiu uma mão tocando seu ombro e pulou para trás. _Quem está aqui? Quem é você?? – Ela se assustou. _Calma... só quero te ajudar. Você não me parece bem... o que é isso em seu pé? _Sei lá, não consigo ver! – Tatiana parecia um bebê reclamão. – Pisei em uma concha e dói e a areia me fez coçar os olhos e agora estou sem conseguir enxergar e meu pé dói muito! _Ok... – A voz riu. Tatiana pensou em matar o estranho... homem. Ela notou que era um homem, por causa do timbre da voz. – Então como posso te ajudar? Você precisa de um médico. _E eu não faço idéia de onde encontrar um médico por aqui. _Deve ter um atendimento na estalagem. Pode andar? _Acho que não. Tatiana tentou levantar e caminhar, mas seu pé doía demais. Ela desistiu e começou a pular em um só pé. O homem se aproximou e a segurou, tentando ajudar. Caminharam daquela forma por alguns metros, até que ela parou. _Desse jeito vou machucar o outro pé. Não dá... a areia está muito fofa. _Eu concordo. – O homem riu de novo, e pegou Tatiana no colo. _Ei! O que está fazendo??? – Ela protestou, movendo os braços rapidamente. _Carregando você... posso? _Você pode... talvez você possa! Não sei se você é confiável... _Acho que você vai ter que arriscar. Você não pode ver, mas uma tempestade se aproxima. _Tempestade???? Mas o céu estava limpinho há um minuto! _Não sabia que estamos em um paraíso tropical? – Ele disse, rindo. Ele ria muito, e Tatiana sentia-se desconfortável com aquilo. – Tempestade tropical. Eles andaram mais, e Tatiana sentiu que o homem se cansava. Ok, ela pensou que estava pesada. Ela não era gorda, mas sempre se achou pesada. Passou os braços por seus ombros e sentiu que ele era... bem definido. Talvez um lindo caribenho, mas ele não falava como caribenho. _Posso saber seu nome? – Ela perguntou. _Talvez... vai me contar o seu? _Tatiana. _Toni. _Nome legal... você não é Americano, é? _Não... minha origem é alemã. _Que máximo... – Tatiana entendeu o sotaque. _E você?? Não é nativa, tenho certeza. _Sou brasileira. _Sério? Que interessante… bem, chegamos. – Ele disse. – Bem na hora, porque já consigo sentir os pingos nos meus ombros. _Eu também. _Vou colocar você em um lugar seguro e achar alguém pare ver seu pé, ok? Espere-me aqui, não fuja! Tatiana riu da piada, e sentiu-se solitária quando ele se afastou. E onde raios estavam as garotas? Com aquela tempestade, Tatiana preocupou-se com elas. Rezou para que Adriana tivesse encontrado Sébastien, porque assim todos estariam à salvo. Ou não. |
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| Tatiana | May 28 2006, 02:28 AM Post #15 |
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Administrator
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Capítulo 13 Mônica, Adriana e Thais estavam na estalagem por algum tempo, e decidiram entrar em uma loja para comprar souvenirs. Elas viram a tempestade vindo e ficaram preocupadas com Tatiana, que havia desaparecido. Mas acharam que ela estava bem, afinal estava com o guia. Passaram um tempão escolhendo presentes e outras coisas, mas quando Mônica tentou pagar, percebeu que não tinha dinheiro. E seu cartão de crédito não estava sendo autorizado. _Ok, estou amaldiçoada. – Ele reclamou. – E agora? _Pode ligar para a companhia e perguntar o que houve. – Thais disse. – Quando chegarmos no navio você... _Mas eu queria tanto essas coisas! – Ela mostrou o que tinha escolhido. _Por que você não saca dinheiro? Tem uma máquina do outro lado da estalagem. – A vendedora disse. _Sério? Oh... meninas, vocês me esperam? _E tem jeito? – Adriana deu de ombros. Mônica riu e correu até a máquina de dinheiro. Ela sacaria alguma coisa com seu VISA e depois descobriria o problema com seu cartão de crédito. Correu o máximo que pode, mas chegou na máquina e viu que tinha alguém lá. Bem, era só uma pessoa... as meninas não iam esperar demais. Mas o cara não parecia com sorte na máquina. Ele tentava com muita dificuldade fazer alguma coisa e não conseguia. Resmungando e quase chutando a máquina. Mas Mônica estava tão excitada em conhecer o Il Divo que nem notou... _Droga de máquina! – O rapaz gritou e virou seus olhos claros para Mônica. Ele arregalou os olhos quando ficou de frente com a garota. I hope I’m not disturbing you Because you are looking to the floor right now I don’t mean to be rude Cause this is normally not my style Can I take you out I feel if I don’t ask and just pass Then ill never see your face again I’ll never see your face again Mônica viu a face clara de David Miller em sua frente, e sentiu seu estômago explodir. Ela esqueceu tudo que queria fazer ali, e esqueceu todas as palavras que ensaiou dizer quando tivesse a chance de conhecê-lo. Ela só deixou sua boca se abrir e olhou para ele com a cara mais toda que pode fazer. _Oh, desculpe... eu não quis ser rude. – David disse, imaginando que Mônica estava assustada com sua atitude frente o problema da máquina. – Só não consigo sacar nada... é irritante. Mônica não disse nada, continuou olhando para ele. Ela nunca pensou que ficaria muda quando conhecesse David; ela pensou que pularia em seu pescoço. _Vamos lá... perdeu a língua? – David sorriu para ela e se afastou da máquina – Pode tentar usar, se conseguir. _Vou tentar. – Mônica disse, passando o cartão no lugar certo. Mas suas mãos tremiam tanto que ela não conseguiu fazer o cartão ser lido. A mensagem de erro apareceu centenas de vezes. Ela estava nervosa. _Eu disse que está quebrada. – Ele balançou os ombros, negativamente. – E eu queria dinheiro... droga. _Eu também. – Mônica disse, olhando para ele mais uma vez. – Eu ia comprar presentes... _Ah, legal. Então, também é turista? Perdida nesse… paraíso tropical? – David olhou em volta para ver se encontrava os amigos, mas ninguém à vista. _Sim... sou brasileira. Mônica... _Prazer em conhecê-la, Mônica do Brasil. Sou David... – Ele procurou alguma coisa nos bolsos, e Mônica só conseguia olhar para ele, encantada. Se ela tinha um sonho na vida, devia encontrar outra coisa. Aquele já tinha se tornado realidade. You may be thinking I am strange But every single day Beauty comes my way, so... Enquanto eles conversavam, Carlos apareceu, falando alto. _Por favor, David... precisa de quantos anos para conseguir algum dinheiro? – Então ele viu que David estava com uma garota. – Ah. Agora entendo por que está tão atrasado. _A máquina está quebrada. – David reclamou de novo. – Essa é Mônica... e esse é Carlos. Todos apresentados. Mônica só sorriu para Carlos. Sentiu algo em seu estômago de novo... Il Divo estava lá. Ela ainda não tinha visto Carlos, só Adriana. Que tinha jantado com Sébastien... a mais sortuda. Mas nada de Urs. E Tatiana… de repente, Mônica preocupou-se com a amiga, que estava desaparecida. _Bem, Sébastien está impaciente... ele me disse que está com fome. _Ele parece que está sempre com fome... ainda mais depois que levou um bolo. Parece uma mulher. _Levou um bolo? – Mônica imediatamente lembrou-se que elas deveriam ter encontrado Sébastien... _Como? – Carlos não entendeu. _Você disse que Sebs está irritado porque levou um bolo. _E você sabe que Sébastien é Sebs? – David olhou curioso para Mônica. _Digamos que sim... digamos que Sébastien não levou um bolo... éramos nós que deveríamos encontrar com ele, mas nos atrasamos. _Eu disse que mulheres atrasam. – David riu. – Então... vocês são as brasileiras? – David arregalou os olhos. _Sim... _E você sabe onde está sua amiga, Adriana??? – Carlos resolveu perguntar. – Só assim para nosso amigo francês ficar menos emburrado. _Claro que sei! – Mônica ficou empolgada. – Vou chamá-la. _Vou com você. – David resolveu segui-la. |
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