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| [FF] SEQUESTRADOS | |
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| Tweet Topic Started: May 13 2006, 06:58 PM (628 Views) | |
| Tatiana | Jul 4 2006, 02:53 PM Post #31 |
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Administrator
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Capítulo 20 Abbey evitou Urs o dia inteiro. Ele vinha para seu lado, ela esquivava. Concentrou-se em organizar a operação resgate. Ela sabia que Justin era o único que poderia fazer aquilo com ela. E ela trabalharia com ele novamente... uma equipe. Faltavam membros; estava capenga. Mas ela não ligava. Berkeley investigava atrás de informações a respeito dos sequestradores, que ele considerava terroristas, mas Abbey não contou sobre a conversa com Justin. Ele não deveria saber... afinal, era alguém próximo. Deveria ser; Justin Ward nunca se enganava. Mas a noite caiu, pesada e escura. A lua não se mostrou como na noite passada. Havia nuvens anunciado uma tempestade. Uma brisa fria e anormal soprava do norte. Abbey Brown acendeu um cigarro e notou que suas mãos tremiam. Ela estava realmente doida, fazendo o que pensava em fazer. Mas aquela era uma noite especial. Era diferente. Justin chegaria em cinco dias com o esquadrão, e ela poderia não ter mais do que cinco dias de vida. Ela sabia que estaria em grande perigo, e precisava... fazer aquilo. Relaxar, ao menos aquela noite. David Miller gentilmente trocou de quarto com ela, na desculpa mais estapafúrdia que poderia encontrar. Ficar perto do rádio, era uma boa escusa. David foi dormir com Berkeley, e aguentar seu ronco um pouco. Ela ajeitou suas calças e abriu a porta. O cheiro de cigarro entrou com ela. As luzes estavam apagadas e ela não as acendeu. Abbey simplesmente fechou a porta atrás de si e olhou Urs dormindo silencioso. Ele vestia somente boxers. Sim, ele provocava. Lindo, sexy, esperando por ela. Ela sentou na cama, ainda em dúvida se aquilo era algo a se fazer. _Abbey? – Ele notou que ela estava ali. _Pensei que dormia. – Ela disse. Sua voz era suava, não parecia a detetive. _Estou meio tonto... muito sol hoje. _Está com fome? Berkeley disse que não comeu nada o dia todo. _Está a mando da minha mãe por acaso? – Urs riu. _Não seja mais irritante ainda. _O que está fazendo aqui? Você me evitou o dia todo. _Resgatarei seus amigos. Em cinco dias, o esquadrão chega. – Ela disse. _O que? – Urs sentou-se. – Quero dizer... por que? _Justin Ward está vindo. Depois do que Sr. Izambard me disse, temo que eles não possam ficar lá muito mais tempo. _Eu sei... mas não é muito perigoso? _Sim, bastante. _Este Justin vem com um esquadrão? _Sim, vem. – Abbey sorriu. Ele fazia muitas perguntas. _Então você veio me dizer isso? Abbey encarou Duncan. Ela não sabia exatamente quando parou de odiá-lo, e começou a gostar dele, mas o fato é que aquilo aconteceu. Ele era o homem mais irritante que ela já conheceu, e se tornou o objeto de sua afeição. E aquilo não foi por causa do beijo. Foi antes. Ela não conseguia traçar uma linha do tempo, mas seu coração estava em conflito. Seu corpo implorava por ele. Ela era a detetive mais durona que era contratada para resolver os mais difíceis casos. E estava totalmente envolvida, sem esperanças. _Não, vim pedir-lhe algo. _Você veio me pedir algo? – Urs sorriu. – Essa é nova... preciso tomar nota. Você só ordena desde que chegou. _Não posso ordenar isso. _E o que é isso? – Duncan não parou de olhá-la nos olhos. _Quero passar a noite com você. Urs pressionou os lábios. Claro que ele não entendeu nada... precisou perguntar. _Você quer dizer que... _Quero passar a noite com você. Esta noite. Eu e você. Não sei dizer isso mais claramente. Urs sentiu como se uma flecha lhe atingisse o peito. Aquela mulher era o mais diferente ser humano que já conhecera. Ela estava ali, na escuridão, sentada na cama, e pedindo para... dormir com ele. Aquilo nunca aconteceu antes e ele duvidava que acontecesse outra vez. Mas a verdade é que ele estava atraído por ela. Seu corpo também requisitou o dela muitas vezes desde que a conhecera. _Posso jurar que não entendi. – Ele não sabia o que fazer. – O que faz você... _O que farei é muito perigoso. Quero fazer isso antes que seja... tarde. _Não diga isso! – Urs calou sua boca com os dedos. Depois, soltou seus lábios e a beijou. Ele se sentia fraco. Tomou sol o dia todo, estava com insolação. Seus músculos tremiam. Abbey simplesmente deitou ao seu lado na cama, sem deixar o beijo. _David está na porta ao lado... – Urs disse, tirando a camisa de Abbey. _Ele não está. Ele está com Berkeley. – Ela o ajudou com o zíper. Ela não precisava de ajuda porque ele não estava mesmo vestindo nada. _Ele sabe disso? – Urs sentiu o estômago em erupção. _Claro que não. Não sou tão tola, Sr. Bühler. _Eu definitivamente desisto de te fazer chamar de Urs... Eu não sabia que você armou esta operação para ficar comigo. _Eu sempre regulo tudo. Isso se chama controle. _E vai me controlar também? _Pode apostar. |
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| Juliana Pellegrino | Jul 4 2006, 04:55 PM Post #32 |
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Advanced Member
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você trate de continuar esse capítulo exatamente onde vc parou.... <_< <_< <_< ......PELO AMOR DE DEUSSSSSSSSSSSSSSS... pior q aqui ta frio..qdo vc falou brisa fresca....tremedeira...eu tava assim......tb de frio...
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| Tatiana | Jul 4 2006, 08:08 PM Post #33 |
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Administrator
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[size=4]Posso te garantir só uma coisa: LER ISSO EM INGLÊS É MUITO MAIS EXCITANTE! Vai entender por que!
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| Juliana Pellegrino | Jul 4 2006, 08:17 PM Post #34 |
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Advanced Member
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e a curiosidade piora cada segundo mais...
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| Tatiana | Jul 4 2006, 08:51 PM Post #35 |
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Administrator
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:rolleyes: :rolleyes: :rolleyes: Nada demais aqui. Capítulo 21 O sol se abriu feroz na manhã do dia seguinte. Era ainda muito cedo e seus raios já queimavam a terra, que se ressecava. Não havia nenhum sinal do tempo negro e desanimado do dia anterior. Abbey estava sentada na varanda, cigarro aceso, observando os pássaros que iam de árvore em árvore. Ela não era chegada àquelas baboseiras naturebas. Aquele não era seu mundo, em verdade. Nada ali combinava consigo... nem mesmo o homem que dormia na cama, do lado de dentro. O cheiro forte do café lhe encheu as narinas quando ela levou a caneca à boca. Adorava o sabor da cafeína. _De pé? – David apareceu, coçando a cabeça. _Sentada. – Ela quase o ignorou. Talvez não estivesse bem humorada. _Quis dizer acordada... está cedo. _Não dormi. _Nada? – Ele arregalou os olhos. _Não durmo, Sr. Miller. – Abbey se levantou na intenção de pegar mais café. – Mas isso não importa... ainda nenhum contato. Onde está Berkeley?? _Dormindo. _Acorde-o, por favor. Preciso conversar com todos. David deu de ombros, desistindo de entender Abbey, e voltou para acordar o comissário. Ela entrou quarto adentro. Urs se espreguiçava, agarrado a um travesseiro. Ela se sentia zen. Bendito fosse Justin e seus conselhos... o problema dos hormônios estava resolvido. Era o que ela pensava. _Bom dia. – Ele tentou ser gentil. _Há sol, lama e pássaros. Não seria tão bom assim. _Ih. Acordou azeda. – Ele brincou. Sentou-se na cama, preguiçoso, e sorriu. _Vista-se, precisamos conversar. _Não gosto muito dessas duas palavras ditas juntas... precisamos e conversar. _Nem eu. Mas ajeite-se e tome um café. Vou conversar com Berkeley, resolver uns assuntos na cidade e volto mais tarde. Temos realmente assuntos a conversar. _Se for uma conversa como a desta noite... – Ele tentou segurá-la, mas Abbey nunca era segura. Ela agarrou seus dedos e o olhou nos olhos. _Não tivemos uma conversa, Sr. Bühler. Preciso agradecer... mas esta noite não se repetirá. _Agradecer?? – Ele passou as mãos pelos cabelos. – Eu realmente jamais vou entender você!! Quer dizer que... _Preciso ir, Sr. Bühler. Abbey saiu do quarto da mesma forma abrupta que entrou. Urs ficou boquiaberto, ele realmente não conseguia saber o que se passava com ela. Seu coração era mais frio que um bloco de gelo. Havia um bloqueio que ele não entendia, mas que deveria fazer algum sentido. |
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| Tatiana | Jul 4 2006, 08:55 PM Post #36 |
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Administrator
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Capítulo 22 Ela deixou o hotel e foi até a cidade, procurar por alguns contatos de Justin. Precisava de armas, pois sabia que Justin não traria muitas. E também precisava de munição. Não sabiam com o que estavam lidando, precisavam se resguardar. Quando voltou para o hotel, notou um pequeno mal estar logo em sua chegada. Berkeley rodava de um lado para o outro, na recepção. Ele parecia estressado com alguma coisa, e Abbey farejou problemas. _Detetive Brown! – Ele pareceu um tanto aliviado quando viu Abbey. – Precisamos conversar. _Sim... mas conte-me tudo. Ficar rodando como um pião é geralmente sinal de coisas desagradáveis. _Algo terrível aconteceu. – Berkeley sentou-se em um sofá. – Algo com o qual não sei lidar. _Diga-me! Foi com Urs? – Ela teve um pressentimento. _Sim e não. Você sabe que temos contatos com o exército local... _Sim, e não confio neles. Por isso Justin está investigando. _Você pode não confiar neles, mas recebi uma ligação logo agora. Eles encontraram algo. _Algo? _Um cadáver. Abbey fechou os olhos, passando as mãos pela face, nervosa. Ela já tinha visto aquele filme. _Diga-me que isso não está acontecendo... quem? _Não foi nossa falta... eles me garantiram que o cadáver está ali por semanas... quase a mesma data do sequestro. _QUEM BERKELEY!!! – Abbey gritou, sacudindo o comissário pelos braços. _Eles não têm certeza... mas a descrição bate com Valerie. Abbey arregalou os olhos. O desespero encheu seu sangue e ela sentiu o estômago explodir. Ela levantou-se e correu para encontrar Urs, deixando Berkeley para trás. Ela estava certa, em se preocupar com ele. Só algumas horas antes, ele tinha pedido para que ela encontrasse sua namorada. Ela, ao invés daquilo, dormiu com ele. E então Valerie estava morta. Ela havia falhado. Não se importava se era por semanas, meses, anos. Ela falhou, e tudo voltava para si como um pesadelo. Quando ela alcançou o chalé, ouviu barulhos. David estava chorando no hall. _Onde ele está? – Ela perguntou. Nem ligou se notariam que ela não o via como um cliente. – Diga-me, Sr. Miller, onde está ele? _No banheiro... ele não conseguiu segurar. Abbey chutou a porta do banheiro para encontrar Urs ajoelhado, vomitando no vaso sanitário. Ela podia ouvir que chorava, ao mesmo tempo que balbuciava palavras ininteligíveis. _Urs... – Ela olhou para ele com ternura. _Vá embora, Det. Brown! Você sempre me pega quando eu não quero ser pego! Ela também se ajoelhou, próximo a ele, e pegou uma toalha para limpar sua boca. Puxou-o para si e o abraçou, como uma mãe abraça o filho que chora. Urs estava ferido, e aquela era a maior ferida que uma pessoa poderia sofrer. Ela sabia; ela já tinha sentido o mesmo. _Sinto muito, Urs... – Ela disse, em seus ouvidos. – Eu realmente sinto muito... _Eu a quero de volta! – Ele disse, chorando. Parecia criança. – Tem que ser brincadeira... eu a quero de volta! Abbey sentou-se no meio do banheiro e segurou Urs em seus braços, para confortá-lo. Ela ficou ali por vários minutos, que pareciam horas, com ele a chorar, lembrando-se de toda a sua vida como se estivesse em um sonho muito ruim, sem poder acordar. Ela notou que Urs não se acalmaria, e decidiu ajudá-lo a se descansar. _Comissário, vá até meu quarto e pegue minha maleta preta, por favor. _Onde está? _Sob a cama. Berkeley foi e voltou em um minuto, com a maleta surrada. Abbey pegou um frasco colorido. _O que é isso? – David perguntou. Parecia um frasco de medicamento. _Isso o fará se acalmar. Ele vai dormir o dia inteiro. _Eu... eu... eu... não quero isso. Eu... – Urs não conseguia pronunciar uma frase. _Ela está certa, Urs... – David concordou. – Você precisa mesmo se acalmar. Abbey pegou as agulhas e preparou a injeção. O remédio era tão forte que enquanto ela o aplicava, Urs já parava de chorar. Os rapazes colocaram Urs na cama e todos os três deixaram o quarto. _Sr. Miller, poderia ficar com ele por um período? _Ele precisa vir comigo identificar o corpo. – Berkeley se lembrou. _Ok... então eu fico. Não quero deixá-lo só porque o remédio é forte demais. _Ok, Det. Brown. Obrigado por ajudar… nós sabemos que ninguém poderia evitar isso que aconteceu. _Não se culpe. Vamos ver o que aconteceu e te trazemos notícias. – Berkeley chamou um táxi. _Liguem se precisarem. Não deixarei o chalé. |
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| *Mônica* | Jul 5 2006, 12:11 AM Post #37 |
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Advanced Member
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HUM,HUM,HUM... NÃO LI AINDA!!!!!!!!
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| Juliana Pellegrino | Jul 5 2006, 08:47 AM Post #38 |
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Advanced Member
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AI MEU DEUS... AI MEU DEUS.... AI MEU DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS TATTYYYYYYYYYY......OMMMMMMM......ai senhor...é a valerie mesmo?....aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...q nervuuuuuuuuuu
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| artist_soul29 | Jul 5 2006, 08:36 PM Post #39 |
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Newbie
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TATTY!!!!!!!!!! KERO MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :angry: POSTA MAAAAAAIIIIISSSSS!!!!!!!!!!! Como é k eu durmo à noite sem ler a história? Me diz! :angry:
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| Tatiana | Jul 5 2006, 09:38 PM Post #40 |
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Administrator
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[size=4]opa! tenho leitoras
Vou traduzir mais ;)[/size] |
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| Tatiana | Jul 5 2006, 10:36 PM Post #41 |
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Administrator
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Capítulo 23 Berkeley foi com David até a estação de polícia. Seu contato os levou ao departamento médico e eles puderam confirmar. Aquele corpo parcialmente decomposto era mesmo, Valerie. Ela estava em estado terrível, David quase vomitou todo o seu estômago quando a viu. O médico explicou que a umidade acelerava a decomposição. Mas dava assim mesmo para identificá-la, até porque ela usava... o anel de noivado. Eram noivos a tão pouco tempo que Urs sequer conseguia chamá-la de noiva. David pegou de volta o anel para entregar a Urs, mesmo sabendo que aquilo só o machucaria ainda mais. _Céus Berkeley... o que aconteceu aqui? – David não podia acreditar. _Ela foi assassinada com um tiro pelas costas. Provavelmente, tentava escapar. E eles a deixaram para morrer... ela morreu de hemorragia, e não do tiro em si. _Eu só não consigo acreditar que isso está acontecendo! Eu preciso tirar meus amigos de lá, eu preciso!! _Eu sei. Abbey Brown já organizou um resgate. _O que? Quero dizer... como? _Ela chamou um amigo, Justin Ward. Ele está investigando desde o início, mas ela o pediu para vir, com um esquadrão. Eu sei que ela já comprou armamento o suficiente para explodir meia Cingapura. _Eu não entendo... a Interpol pode intervir? Por que não interviram antes? _Quem mencionou Interpol?^Abbey Brown tem seu próprio esquadrão, Dave. _Sério? Ela é boa mesmo, então. _Sim, ela é a melhor. Penso que em cinco dias Justin Ward estará pousando aqui, com uma equipe completa para o resgate. Enquanto isso, Abbey estava sentada no sofá observando Urs dormir. Ele não estava mesmo dormindo, porque ela viu que ele mantinha os olhos abertos. Ela passou um longo tempo olhando para o nada e decidiu levantar e andar um pouco. Foi até a janela. O clima estava chuvoso de novo... aquilo nunca mudava. Ela olhou para Urs e viu que havia uma lágrima a lhe percorrer a face. _Não chore, Urs Bühler. – Ela disse, se sentando próximo a ele. Ele não disse nada, apenas se moveu para o outro lado. – Ok se você me culpa ou se não quer falar comigo. _Eu... – Ele tentou dizer – Eu não te culpo. _Está mais calmo? _Estou vazio. Eu me sinto responsável. _Eu também, se isso te faz melhor. _Não faz. Abbey também estava ferida por dentros. Aquelas imagens não a deixavam. Ela continuava vendo a mesma coisa o tempo todo. E ela pensou que era... passado. Levantou-se e foi pegar uma xícara de café. _Onde você vai? – Urs perguntou. Estava tonto e mal conseguia se mexer. _A lugar algum, só vou pegar café. _Por que você está aqui? _Para negociar a libertação dos seus amigos. _Digo aqui... no quarto... agora. _Para que não fique sozinho. _Não sou criança. _Sabemos disso, Sr. Bühler. _Agora sou Sr. Bühler de novo? – Ele respirava lentamente. – Pensei que tínhamos superado essa fase. _Pode implicar, não vou me incomodar com você hoje. _Não preciso de piedade. _Não tenho piedade. Não sinto isso de ninguém. Estou cuidando de você. _Eu nem sabia que você se preocupava comigo. _Eu disse que sim. Abbey sentou no sofá de novo e Urs olhou para ela. _Como essa dor vai passar? – Havia lágrimas em seus olhos novamente. _Não vai, Sr. Bühler. A dor seguirá com você onde quer que você vá. _Como sabe disso? Não fique me olhando como se você entendesse meus sentimentos, porque você não entende! _Não tem problemas ficar zangado. _Não estou zangado! – Urs se sentou na cama, sua cabeça pesando 200 quilos. – Estou destruído, em uma montanha russa, e não posso parar de rodar e rodar e rodar! O mundo vai me expulsar! E você diz que entende como eu me sinto? Diz que a dor não vai passar? Quem é você para saber? Abbey se sentou ao lado de Urs, que movia os braços e chorava novamente. Ela se sentou em frente a ele e segurou suas mãos com força. _Lembra que eu disse ter perdido alguém? _Sim... qual a conexão agora? _Eu perdi alguém também, Sr. Bühler. Mas foi pior, porque ele morreu nos meus braços e eu simplesmente não podia fazer nada. _Ele? _Meu namorado. – Abbey sentiu um arrepio, como se Gary voltasse de uma longa viagem. Ela fechou os olhos, nervosa. – Gary trabalhava comigo no esquadrão. Fomos pegos e o mataram. Eu sei que você sente que poderia ter feito algo para salvar sua noiva, mas você não podia. Como eu não pude salvar Gary. Urs encarou os olhos de Abbey, com seu esverdeado coberto pelo vermelho. Então, aquele era o segredo. Era por causa daquilo que ela não era mais a negociadora. Era aquilo que ela não o contou nem bêbada. _Eu não sabia. – Ele esqueceu sua própria desgraça para tentar sentir o que ela sentia, então. – Eu... minha cabeça está pesada... _É o remédio. Você deveria se deitar. _Mas você está sofrendo com isso também. – Urs segurou suas mãos. _Deixe isso, Sr. Bühler. Eu só te contei o que houve porque você me acusou de não entender seus sentimentos. Não sou sem coração, Sr. Bühler, mesmo quando você tem certeza disso. Eu só sei o meu lugar. Abbey se levantou e deixou o quarto. As recordações de Gary eram muito para ela agüentar naquele dia. E Berkeley e David estavam desaparecidos, ela estava perdida ali com Urs Bühler. O homem era um pecado ambulante. Ela sabia. Tudo relacionado a ele envolvia sexualidade e pensamentos impuros. Ela quase não conseguiu se controlar quando o viu, e sabia disso. Aqueles sentimentos então a perturbavam, mesmo com o problema dos hormônios resolvido. |
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| Tatiana | Jul 6 2006, 06:44 PM Post #42 |
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Capítulo 24 _Abby! Abby! – Berkeley gritou enquanto entrava no quarto de Urs. Ele não era mesmo esperto... Abbey podia morrer porque ele ainda não tinha aprendido a pronunciar seu nome... _Estou aqui, Berkeley. – Ela disse, do seu chalé. – Por favor, ele está dormindo! _Ah, ok... – Berkeley foi até Abbey com alguns papéis. – Estava falando com meus contatos. E... identificamos Valerie. Ela sera necropsiada e liberada para sepultamento. _Eu acho que o Sr. Bühler irá com o avião... _Eu não sei... temos que ver com ele. Mas ele não é necessário aqui, é? Abbey quis dizer que ele era. Ela poderia precisar dele... mas nada relacionado aos reféns. _Não, ele não é. Então, o que dizem os seus contatos? _Este grupo terrorista... nunca existiu. _Exatamente por isso eles não são terroristas. – Abbey se ajeitou na cadeira, em frente à TV. Ela assistia algo em uma língua que ela ignorava. _Isso é o motivo pelo qual o Governo não sabe nada deles. Eles não existem. _Então, como eu dizia antes... estamos lutando contra uma mentira. Eles são seqüestradores, pura e simplesmente. E Justin vai descobrir quem são... vou ligar para ele. Abbey pegou seu telefone e ligou para Justin, mas ninguém respondeu. Ela tentou mais um monte de vezes, e nada. _Ok, ligue mais tarde. Como vai Urs? _Dormia, até você aparecer gritando. _Desculpe, mas precisava trazer as notícias. _A única coisa que sei é... não há mais tempo. Não ligo mais para investigação alguma, se Justin não terminar isso amanhã, ele voa para cá com o esquadrão. _Vocês ainda estão juntos? _Claro que não Berkeley! Mas Justin sabe como nos reunir. Berkeley sorriu e deixou Abbey com seus pensamentos novamente. Ela estava mal, mas as coisas iam piorar. Ela decidiu ver Urs novamente. Ela negava porque era assim que era, mas ela precisava vê-lo. Ficar perto dele. Quando chegou ao quarto, ouviu um barulho. Urs estava deitado na cama vestindo somente as boxers… ele definitivamente não andava a fim de se vestir. Abbey nunca conheceu um homem tão interessado em se expor. Nenhum traço de David e Berkeley. Mas o barulho estava lá. _Urs? – Ela chamou seu nome, mas ele não moveu. Então ela olhou para o rádio, e era ele que fazia barulho. – Mas que diabos... _URS??? Zzzzzzzzzzzzzzssssssssssssssssssssssssss URS!!! O barulho ficou insuportável. Abbey segurou o rádio, nervosa. _Brown na linha. Quem está falando? _URS! SOU EU! CARLOS!!! RESPONDA, POR FAVOR!!! _Sr. Marín… É Abbey Brown, o negociador. Eu falei com Sr. Izambard ontem. _Está muito barulhento. Eu não tenho muito tempo. Onde está Urs? _Dormindo. Está sedado porque está muito nervosa. _Então, posso falar sem ele? É que precisamos escapar. Precisamos... eles vão nos matar, a todos. Não é uma operação terrorista... eles vão nos matar, é para isso que nos seqüestraram. Querem esconder a operação! _Que operação, Sr. Marín? _Eles já mataram Anya! Ela está morta... não conte a Urs. _Ele já sabe. Encontramos o corpo. _CÉUS! Olhe... eles estão voltando. Eu já encontrei uma forma de escapar. Vamos fazer isso amanhã. _NÃO! – Abbey se assustou. – Por favor, Sr. Marin... não faça isso. Eles vão matar vocês. _Eles vão. Amanhã à noite, quando a operação estiver terminada. Eu ouvi. Precisamos escapar; ficar aqui é morte na certa.... zzzzzzzzzzzzzzssssssssszzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz _Sr. Marín, não fala nada! Vamos resgatar vocês! _Não podemos esperar... só até a tarde. Se vocês não vierem, vamos escapar. Sssssssssssssszzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz A conexão se perdeu. Abbey se sentiu desesperada. Aquilo estava voltando… tudo de novo. Ela precisava fazer algo. Eles não poderiam escapar, os bandidos iriam matá-los. Iriam matá-los de qualquer jeito. Ela precisava impedir. |
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| Tatiana | Jul 6 2006, 06:57 PM Post #43 |
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Administrator
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Capítulo 25 A Det. Abbey Brown correu até o Comissário Berkeley, que estava na cafeteria. Tantos dias que ela não pensava em donuts e café. Ela nem acreditava no seu comportamento. _Berkeley, temos que falar. _O que? – O comissário abriu os olhos. – Onde está Urs? _Dormindo como uma pedra por causa do remédio. Tem algo muito importante!!! Acabei de falar com Carlos Marin. _VOCÊ O QUE? – Berkeley pulou da cadeira, quase derrubando todo o chá. _Entrei no quarto de Urs e ouvi um barulho. Ele estava dormindo e o barulho vinha do rádio... era o Sr. Marin. Ele estava muito nervoso e disse que iriam matar a todos, que não era um seqüestro comum e que era para encobrir a operação. _Que operação? _Não tenho idéia... ele não me disse e estava muito barulhento. _Céus... então, você estava certa. Eles não são terroristas. _Pior que eu estar certa, é que eles querem escapar. _O que? _Berkeley, Valerie foi assassinada porque tentou escapar. Eu não vou tolerar mais mortes. Eles têm que ser resgatados. _Ok, vamos fazer isso quando Justin chegar. _Sem tempo para isso. Eles vão fugir amanhã à noite, porque Carlos Marin disse que os seqüestradores irão matá-los amanhã. _Não acredito que isso esteja acontecendo. Vamos pedir ajuda do Governo, eles podem nos arrumar um esquadrão. _Não confio no Governo, Berkeley! Confio em mim e no meu esquadrão. Vou resgatá-los. _Você não pode fazer isso sozinha. _Irei com Justin. Já falei com ele, ele pousa aqui amanhã bem cedo. _Ele não vem com o esquadrão? _Sem tempo para isso também. Precisamos correr. Já fizemos isso uma vez, podemos fazer duas. Deseje-nos sorte. _Eu vou. Existe algo mais em que possa ajudar? _Não, por ora é só. Não avise ninguém... deixe que façamos isso às escondidas. Não quero alarmar ninguém. |
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| Juliana Pellegrino | Jul 6 2006, 06:59 PM Post #44 |
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Advanced Member
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JESUSSSSSSSS AMADOOOOOOO....tomara q ela consigaaaaaa... |
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| artist_soul29 | Jul 6 2006, 07:06 PM Post #45 |
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Newbie
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:angry: MAAAISSS! MAAAISS! (não tou cobrando, não tou cobrando)... Ora!Tou sim! MAAAISSS! MAAAISSS!
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11:22 AM Jul 11
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