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| [FF] SEQUESTRADOS | |
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| Tweet Topic Started: May 13 2006, 06:58 PM (629 Views) | |
| Tatiana | May 20 2006, 11:40 AM Post #16 |
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Administrator
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Capítulo 13 E gargalhando como estava, ela viu uma cena perfeita em sua frente. Dirigiu-se para o quarto, imaginando tudo como se fosse real. Depois de dez minutos, ela ouviu um grito. Um grito de terror, como nos filmes. Ela estava debaixo do chuveiro e a última coisa que pretendia fazer era deixar a água fresca, mas também ouviu gente falando. Pegou uma toalha e deixou o banho, irritadíssima. Aquelas pessoas eram mesmo irritantes; ela estava certa de que mataria alguém. _O que diabos está havendo? – Abbey invadiu o chalé de Urs e David, vestindo um robe. _Não entre, Det. Brown. – David estava preocupado e gargalhando, ao mesmo tempo. Veio do banheiro tentando parar a mulher, que parecia feita de sabão. _Eu não entro se me contar. O que tão horrível aconteceu para que eu interrompesse meu banho? – Ela reclamou. _Bem... Urs encontrou sanguessugas debaixo de suas calças. _Eu sabia. – Abbey balançou a cabeça. – Por isso dei a ele o cigarro. _Oh, era para isso?? – David coçou a cabeça. _Acho que sim. Ele não fuma! _Ele jogou no lixo... e agora não sabemos como fazer para tirar aquilo. _Acenda outro cigarro. _Não temos cigarros... _Bem... eu fumei o último bom. Vou me vestir e comprar outros. _NÃO! – Urs gritou do banheiro. – Não vou te esperar ir até lugar nenhum. Quero essas coisas fora daqui agora! Por que preciso de um cigarro??? _Porque os sanguessugas só vão te deixar se forem queimados. _Só assim? _Se tentar puxá-los, pode se machucar. _Não acredito! – Urs berrou outra vez. _Deixe-me ver. – Abbey tentou entrar no banheiro. David a segurou. _Det. Brown... os sanguessugas estão... bem... _Eu sei onde eles estão. – Abbey tentou não rir, outra vez. – Lá tem mais sangue, Sr. Miller. Eu tinha alguns por perto... – Abbey respirou fundo e pensou em uma solução. – Diga-me, vocês conseguem amônia? _Sei lá. _Vá à recepção e consiga. Ou amônia ou um cigarro, qualquer um dos dois. E Sr. Bühler... cubra o que não quer que eu veja, porque estou entrando. Quando Abbey abriu a porta, Urs estava sentado na bancada da pia com um toalha sobre si. A cena era um pouco melhor do que a que ela tinha imaginado. Ela tinha certeza que ele não conseguiria lidar com as sanguessugas. _Vá embora. – Urs estava visivelmente envergonhado. – Cadê David? _Procurando algo para tirar esses bichos daí. Mandei ele encontrar amônia. _Para que? _Vou embebedar as sanguessugas! Por Deus... estou tentando salvar sua pele, pare de agir como uma criança. _Não estou agindo feito criança... é que isso é meio embaraçoso. Quero dizer... eu sou um homem e estou sem roupas. Você é uma mulher e... também não me parece vestida. _Claro, estava no chuveiro quando seus escândalos de mulherzinha me fizeram vir correndo. Mostre-me as sanguessugas, já estou de saco cheio. – Abbey irritada outra vez. Urs respirou fundo e decidiu mostrar. Havia três sanguessugas em sua perna. Uma no joelho, outras duas bem perto da virilha... e uma na linha do quadril. _Só isso? – Abbey apontou o pequeno animal. _Encontrei! – David entrou banheiro adentro com um cigarro. Seus dedos tremiam segurando um isqueiro e tentando acendê-lo, sem sucesso algum. – Céus, cubra-se Urs! _Ela me mandou mostrar! _Calem a boca! – Abbey tomou o cigarro e o isqueiro das mãos de David. – São incompetentes até para acender um cigarro!! Vou resolver isso sozinha. Sr. Bühler, vai sangrar. Então sugiro que não olhe para o que estou fazendo… Abbey acendeu o cigarro e queimou as sanguessugas uma a uma. Cada uma que caía pelo chão, deixava um fio fino de sangue escorrendo do local onde estava grudada. Abbey pressionava os locais com toalhas de papel. Urs estava branco feito vela, ela chegou a achar que ele ia desmaiar. Homem frouxo, pensou. Nem agüentava um sanguezinho. _Pronto. – Abbey disse, terminando de fumar o cigarro. – Digam-me se precisarem trocar as fraldas, ok? |
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| Tatiana | May 20 2006, 11:41 AM Post #17 |
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Administrator
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Capítulo 14 Os terroristas não fizeram mais contato. Abbey se sentia apreensiva, e a questão resgate era a única opção, pensava. Terroristas estavam sempre escondidos atrás de questões políticas, e ela não esperaria que resolvessem suas pendengas com sangue de inocentes. Ainda mais os inocentes que ela se propôs a libertar. Ela chegou a pensar em barganhar a libertação de um refém, oferecendo algo que eles queriam. Mostrar boas intenções... afinal, eles disseram que lutavam por uma causa. Grande causa. Mas eles não entravam em contato, e ela estava ficando cansada de esperar. Mais cansada, ela estava ficando incomodada. Tinha muito mais acontecendo naquela selva do que uma simples negociação. Estava sentada na varanda, mas não estava chovendo. Abbey olhava para o cigarro, não desejando fumá-lo, mas seu corpo pedia nicotina. E ela só tinha meia garrafa de vinho... _Venha se juntar a mim, Sr. Bühler. – Ela disse, depois de notar Urs se aproximando. Outra vez. _Desculpe-me em incomodar. – Ele parecia tímido. _Ah, está educado outra vez. A noite te faz gentil? _Ahm? _Hoje de manhã parecia elétrico, perturbando minha investigação. Não ouvi um ‘desculpe-me’... _Você salvou minha vida. Duas vezes. Obrigado. – Ele disse, se aproximando mais. _Venha, pegue um lugar. Você deveria saber que eu não mordo... só as sanguessugas. _Não tem graça. – Ele se sentiu envergonhado. _Ok, sem piadas. Mas eu só salvei sua vida uma vez. As sanguessugas não iriam te matar, só os terroristas. Ao menos você aprendeu uma lição. _Eu aprendi. – Urs disse. – Cigarros podem ter utilidade. – Ele gargalhou. _Então, está mais calmo? Urs sentou-se ao lado de Abbey no banco. Eles estavam iluminados somente pela lua imensa que reinava no céu. E o calor não parava. Abbey estava derretendo. _Não tenho certeza... acho que estou negando a realidade. Isso é mau. _O que está negando? – Abbey voltou-se para seus olhos se encontrarem com o de Urs. Ela foi pega por seus olhos já repousando sobre ela. Imediatamente lembrou-se de quando ele simplesmente arrancou a camisa pela manhã. Tão lindo... e tão proibido. _Estou negando a situação toda, acho. _Não vejo negação. Você está apenas calmo. _Deveria estar desesperado... não? _Não. Você está dentro do esperado… eu sei. _Então diga-me... como aprendeu sobre sanguessugas? Urs mudou de assunto. Ele não queria tocar naquela história de gostar mais de alguém e menos de outro alguém. Aquilo o deixaria perturbado. E Abbey já estava meio bêbada. _Trabalhei na Interpol, Sr. Bühler. E trabalhar lá não é ficar sentado atrás de uma mesa. Íamos para a linha de batalha... encarávamos a morte todo dia. Eu sei coisas que você nem imagina que existam. _E você é a melhor negociadora que eles têm. _Eu era. _No passado? – Urs duvidou. _Sim… não trabalho para eles mais. _Mas você está aqui. Berkeley disse que... _Não acredite em Berkeley, ele me trapaceou. Me ofereceu um grande prêmio para aceitar este trabalho e eu aceitei. _Então, você não é mais uma negociadora? Por que parou? _Não parei. Eles me pararam. _Por que? _Porque perdi alguém. Mas vocês está curioso demais, Sr. Bühler... melhor parar por aqui. _Mas você ainda tem meia garrafa de vinho... _E preciso de mais uma dúzia para ficar bêbada. _Sério? – Urs arregalou os olhos. _Você é muito inocente. – Abbey sorriu. – Vá dormir, Sr. Bühler... está tarde. _Não acho... estou sem sono. E você. _Eu não durmo. Prefiro estar aqui com meu vinho e meu cigarro. _Eu sei. Quando está concentrada, você fuma e bebe café. _E você está mesmo preparado para se juntar a mim? _Queria tentar. |
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| Juliana Pellegrino | May 26 2006, 04:47 PM Post #18 |
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Advanced Member
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cadê o restooooooooooooooooo........pelo amorrrrrrrrrr de deusssssssssss |
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| Tatiana | May 26 2006, 04:52 PM Post #19 |
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Administrator
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Gostou??? Vou tentar postar mais um capítulo agora... Está em inglês, tou traduzindo
:lol:
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| Tatiana | May 26 2006, 05:01 PM Post #20 |
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Capítulo 14 A manhã chegou com o sol. O clima estava sempre igual: sol e chuva, chuva e sol. Abbey sentiu a claridade machucar seus olhos e acordou com alguma dor em suas costas. Então ela percebeu que... estava dormindo sentada na varanda. E Urs estava lá também; estavam dormindo um sobre o outro. _Caramba... – Ela resmungou. Urs abriu seus olhos. Quando percebeu onde estava, assustou-se. _Onde... o que... Deus, que horas são? _Acho que 7 da manhã... – Abbey olhou para o relógio. _Então... nós dormimos aqui? _É o que parece… - Abbey brincou. – Deus, minhas costas vão me matar! _Bem... ao menos dormimos. Faz tempo que eu não durmo com uma garota e... durmo. _Faz tempo que não dorme com uma garota, Sr. Bühler... _Ok, estarei alerta na próxima vez. Abbey não entendeu a pergunta e levantou-se. Precisava de café preto, puro e forte para começar o dia. Foi para o banheiro tomar uma ducha, enquanto Urs foi para seu quatro, ainda meio zonzo. David estava meio preocupado com o amigo desaparecido. _Cara, onde você estava??? – David sacudiu Urs. _Não dormi aqui... _Não? Dormiu onde? _No chalé da Det. Brown… _URS! – David sacudiu Urs com muita força. – Ela é a negociadora, homem!! _Eu sei, David... só conversamos. E acabamos caindo no sono na varanda. Nada demais aconteceu. _Graças a Deus. E você sabe que poderia acontecer… _Não poderia. Eu tenho namorada. _Tinha. _Tenho! – Urs demonstrou irritação. – Todo mundo parece que sabe mais da minha vida do que eu! Bem, mas a detetive é muito bonita... _Acho que você está bêbado. – David sacudiu a cabeça. Urs foi para o banheiro. _Eu não estou. Diga-me que ela não é muito bonita... _Não percebi, ela se veste como homem. _Precisa aprender a ler nas entrelinhas, meu amigo. _E você precisa aprender a se concentrar. Agorinha mesmo disse que ainda tinha namorada... o que é Valerie nessa história, então? Duncan foi pego pela pergunta. Até David? Primeiro Abbey Brown dizendo que ele amava mais os amigos. Então, David querendo saber o que Valerie significava. _Ela é minha namorada, que pergunta estúpida. – Urs abriu o chuveiro e tirou as roupas. Estava cansado, precisando se refrescar. _Bem... você fala da detetive como se quisesse ficar com ela. _Só porque você pensou que tivesse acontecido alguma coisa, e eu disse que poderia ter, porque ela é bonita. _Complicado, um bocado. – David riu. – Mas ok... você está sob muita pressão. _Não estou! Quero dizer... eu estou mas… Arght, sai daqui, David. Eu preciso de privacidade para tomar um banho! |
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| Juliana Pellegrino | May 28 2006, 12:29 PM Post #21 |
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Advanced Member
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TA FICANDO BOMMMMMM...MAISSSSSSSSSSSSS..MAIS MAISSSSSSSSS... |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 01:57 PM Post #22 |
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Capítulo 15 _Berkeley, precisamos conversar. – Abbey encontrou o Comissário no restaurante, para o café da manhã. – Tem algo estranho nessa história, e acho que sei mais ou menos o que é. Preciso da sua permissão para envolver alguém mais nessa historia. _Outro negociador? _Não, um detetive. Um amigo meu, de Interpol. Chama-se Justin... e ele sabe manter segredos. Preciso que ele investigue e ele é o único que consegue ser discreto o suficiente. _Por que precisa investigar? _Porque esses homens não são terroristas. São sequestradores. _Não entendi. – Berkeley deixou as rosquinhas de lado e prestou atenção em Abbey. _Comissário, vocês são muito ingênuos mesmo. Esses indivíduos não estão com os reféns por uma causa. Se estivessem... teríamos notícias deles. Os reféns são vítimas de um sequestro, e isso é mais grave. _Mais grave? _Sim, sequestro significa somente duas coisas. Ou que alguém quer dinheiro ou que também quer dinheiro. Se estivermos com a primeira opção, estamos com sorte. A segunda opção... aí é complicado. Teríamos que lidar com maníacos, e maníacos são sempre um problema muito grande. Berkeley coçou o queixo várias vezes. _Como sabe isso? _Foi porque eu sei isso que você me contratou. – Abbey sorriu, terminando suas rosquinhas. Agora, se me permite... tenho um acordo para propor aos terroristas. _Acordo? _Sim... vou ligar para eles. _Mas pensei que eram eles quem nos ligavam. _Sim, mas quem controla sou eu. Abbey carregou consigo a xícara de café e foi até o chalé de Urs, onde estava o rádio. Chegou lá e o encontrou coberto com uma toalha, sentado no sofá, assistindo TV. Ela sentiu alguma coisa esquisita em seu estômago. Ela desejou tocá-lo. Tocá-lo em qualquer lugar. _Mais sanguessugas, Sr. Bühler? _O que? _Você... uma toalha branca... _Ah, não! – Ele riu. – Só estou morrendo de calor e não consigo vestir nada. _Ok. Preciso do rádio. _Quer ouvir música? – Ele franziu a sobrancelha. _Você está mesmo fora de si. – Abbey sacudiu a cabeça negativamente. – Quero o rádio para contactar os sequestradores!! _A... por quê? O que está errado? O que houve? – Ele intentou mover-se, mas a toalha foi o que se moveu. Desistiu. _Nada, Sr. Bühler. Só quero propor um acordo. _Acordo? – Urs coçou a cabeça e se ajeitou, cobrindo-se adequadamente com a toalha, para a sorte de Abbey. Ou azar... porque ela estava tirando a toalha com os olhos, enquanto seu cérebro travava uma luta incansável com seu subconsciente. – Que acordo? _Quero que liberem 5 reféns por um preço. _Que preço? – David entrou na conversa. _500 mil euros. _O QUE? – Urs ficou sem fôlego. – Quero dizer... é muito dinheiro, não? _Por cinco de seus amigos? _Claro que não! – David disse. – Temos esse dinheiro para hoje, se quiser. Só liberte-os. _Vou tentar, Sr. Miller. Abbey sentou em frente ao rádio, confiante. Ela tentou encontrar uma faixa e conseguiu chiados. _Brown falando. Quero falar com Green. Repito... Brown falando. Nada foi ouvindo. Silêncio. _Céus... onde estão eles? _Cale-se! – Abbey reclamou com Urs. – Tem alguém na linha?? Aqui é Brown falando! _Brown? – Uma voz respondeu. – Quem é Brown? _O negociador. Onde está Green? _Negociador? Oh Céus... _Eu conheço essa voz! – David se aproximou do objeto eletrônico que chiava muito. _Sim, sou o negociador... e quero falar com Green, que está no comando aí. _Não tem nenhum deles aqui... eles saíram. Sou eu, Sébastien! _SÉBASTIEN!!!!! – Urs e David agarraram o rádio como se o amigo estivesse dentro dele. – SÉBASTIEN, CARA!!! Você está bem... quero dizer, como você está? Céus, como você está falando? _Querem por favor calar a boca? – Abbey protestou, pegando o rádio de volta. – Isso não é uma festa! Eu sei que estão preocupados com eles, mas deixe-me fazer isso. Sr. Izambard... é Abbey Brown, o negociador. Então você me disse que não tem ninguém aí? Onde estão todos? _Eles saíram... eu não sei para onde. Estamos enjaulados aqui, mas ouvi o rádio. Peguei um graveto e apertei o botão. _E os outros reféns? _Não sei... estou em uma cela individual. Eles... me pegaram tentando escapar. _Não faça isso, é muito arriscado... diga aos outros para não tentarem isso, por favor. Estamos trabalhando para soltar todos vocês. Mas preciso falar com os sequestradores. _Eles estão sempre nos deixando... passamos muito tempo sozinhos. E nós... oh, estou tão cansado! Por favor, tire-nos daqui. Não vamos aguentar muito tempo. _Tente se concentrar, Sr. Izambard. Vamos resgatar todos. Agora, é melhor encerrar a conversa, não quero colocá-lo em risco. _NÃO! – Urs interrompeu. – Pergunte sobre Valerie, Sébastien... _Eu... não sei sobre eles, Urs. Desculpe... |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 02:56 PM Post #23 |
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Capítulo 16 Abbey fechou a linha. Urs desabou em uma cadeira, desolado. _Céus... era Sébastien! – David respirou, aliviado. – Pensei que nunca iria ouvi-lo novamente. Berkeley se juntou à conversa naquele instante. Ele não viu acontecer. Urs tinha uma cara horrível. David estava nervoso, andando em círculos. _O que houve? – Berkeley notou algo ruim. – Falou com os terroristas? _Sequestradores. Podemos conversar do lado de fora, Comissário? _Por que? – Urs perguntou. _Não é da sua conta, Sr. Bühler. Simplesmente fique aqui. Abbey agarrou o comissário e o arrastou para fora do chalé. Ela andou por alguns segundos até encontrar as árvores, onde ela pensou que não poderiam ser ouvidos. Berkeley estava nervoso então, esfregando as mãos. _Diga-me o que está acontecendo, Detetive Brown. _Tem algo muito ruim acontecendo. Acabei de falar com Sr. Izambard. _Sébastien? Mas... como? _Ele atendeu o rádio usando um graveto. Os sequestradores não estavam lá. _Nossa... e ele está bem. _Está no limite, e entendo as razões. Mas algo aconteceu. Ele não quis falar sobre os outros... e por que raios ele estaria do lado do rádio? Isso é esquisito demais, profissionais não fazem assim. _O que você sugere? _Eu acho que... bem, acho complicado de prever, mas... algo ruim aconteceu. E com alguém próximo ao Sr. Bühler. O Sr. Izambard disse “desculpe”, e ele não precisava disso. _Ele provavelmente não quis dizer isso exatamente... – Berkeley tentou ver a situação por outro ângulo. _Não, ele quis dizer isso sim. Eu lidei com esse tipo de situação por muito tempo, Berkeley. Eu sei exatamente o que ele disse e por que ele disse. Ele quis se desculpar porque alguma coisa que ele não queria aconteceu. Acredite em mim. _Eu mantenho a pergunta. O que sugere? _Um resgate. _O que? Devemos resgatá-los? _Não, eu devo. |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 02:57 PM Post #24 |
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Capítulo 17 Urs estava andando em círculos no mesmo lugar por um longo tempo. Ele esperava por mais contatos, mas os terroristas simplesmente não ligavam. Abbey ligou mais uma dúzia de vezes, mas nada. Ele estava muito nervoso, e ainda vestindo somente a toalha branca. _Vista-se, Sr. Bühler. – Abbey entrou no quarto, fumando alguma coisa com cheiro de canela. _Por quê? _Estou cansada dessa toalha. Ao menos mude de cor, por favor. Urs riu. _Só você para me fazer rir a essa hora. _Eu não quis se engraçada. Falo sério. Você está me irritando. _Desculpe... vou me vestir. Abbey foi até a janela para observar o lado de fora. Verde, um verde profundo e vibrante, misturado com o marrom das folhas sujas. E a umidade estava terrível; nunca ficava nada seco. Ela não sabia como as folhas estavam. Ela viu os pássaros cantando... não estava mesmo acostumada com a natureza. Olhou para dentro novamente e pegou Urs se vestindo. Ele não fechou a porta, e estava terminando se vestir os jeans. _Suíço infernal. – Ela disse, alta voz, instintivamente. _O que? – Ele ouviu. _Nada, Sr. Bühler. Urs voltou para o hall, onde estava o rádio. Ficaram ali o dia inteiro, e estavam famintos. _Preciso comer. _Por favor, Sr. Bühler... coloque uma camisa. – Abbey estava sem respirar olhando para seu peito nu pela ducentésima vez. Jogou uma camiseta sobre ele. _Por que, está muito quente! Abbey pensou no que ele dizia e teve que concordar. Mas ele falava sobre o tempo, ela não. Claro estava muito quente, mas só ele estava, nada mais. O tempo estava frio como gelo, se comparado a ele. Ele simplesmente ardia em chamas. _Estou cansada de vê-lo meio vestido. _Ah... então isso te incomoda. – Ele gostou. Aproximou-se dela, perigosamente. _Sim, me incomoda. – Abbey o encarou. _Para você saber, você se vestindo como eu também me incomoda. Se você conseguir usar um vestido, eu coloco uma camisa. _Eu não uso vestidos, Sr. Bühler. Sou uma detetive, não uma modelo. _Seja só uma mulher. – Ele a desafiou. _E para qual homem? – Ela devolveu o desafio. Urs se moveu alguns passos para trás. Segurou seus braços com força, como se pretendesse chacoalhá-la e fazê-la acordar. Mas não era tão deselegante. Apenas ficou olhando para ela, olhos nos olhos. Ela se sentiu vitoriosa, mesmo estando totalmente tonta. _Você não é homem o suficiente, Sr. Bühler. _Não me desafie... você não me conhece. – Ele se sentiu diabólico, e não a soltou. _Como eu disse, você não é homem o suficiente. Ela segurou seus dedos e se livrou dele, indo em direção à porta. Urs foi atrás dela e a fez olhar para si mais uma vez. Naquele momento, David e Berkeley não apareceram. _Por que você está aqui? _Sou o negociador que vai trazer sua namorada de volta. _Isso é insano. Você deveria ser outra coisa... _Não te entendo, Sr. Bühler. – E daquela vez Abbey não era irônica. Ela não entendia a reação de Urs mesmo. _Me chame Urs, droga! – Ele gritou. – Me chame Urs, eu te chamo Abbey. _Não é bom ter intimidade com os clientes. _Você já me disse isso, mas é muito tarde. Estamos perto demais para preservar qualquer coisa. _Continuo sem entender. _Eu sinto que você está aqui para me provocar. Para me fazer perder a concentração. Para me irritar com fumaça. E você está aqui por... dois dias? Em dois dias você me faz querer passar por cima dos meus sentimentos pela minha namorada que está sequestrada e... que inferno, é por isso que você está aqui? Que tipo de homem sou eu? _Eu nunca quis que você passasse por cima de nada, Sr. Bühler. Se você tem problemas com seus sentimentos, é coisa sua e não minha. Estou aqui para fazer meu trabalho, e você já perturba o suficiente. _Eu sei!!! – Urs começou a andar em círculos com Abbey observando o movimento lento dos jeans. Suíço infernal, ela já sabia. – Só estou pensando em que tipo de homem sou eu porque você é uma detetive ignorante e mal vestida, com uma pedra no lugar do coração, que fuma como um homem e tem um péssimo gosto, mas toda vez que olho para você eu quero esquecer por que estou aqui e te beijar! As palavras de Urs assustaram Abbey, que tentou se soltar, sem sucesso. Urs estava segurando seus braços com muita força, e era mais forte do que ela imaginava. Ela pensou então em gritar, mas para que? Ela era quem ela era, e Abbey Brown nunca gritava. Ela encarava a situação e vencia. Mas nunca se viu perdida em algo como aquilo. Era a primeira vez que ela não conseguia evitar os sentimentos, de ser envolvida pelo cliente. Quando notou o que fez, Urs a deixou livre. _Sinto muito. – Ele disse, passando as mãos pelos cabelos. – Estou nervoso e não deveria ter dito nada daquilo. _O pior é que você disse a verdade. – Abbey considerou. _Não é a verdade, estou confuso. _Você ainda tem muito o que aprender, Sr. Bühler... principalmente que, em uma situação limite, a primeira coisa que você diz é sempre a verdade. _Acho melhor sair... preciso pensar. |
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| Juliana Pellegrino | Jul 3 2006, 03:05 PM Post #25 |
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Advanced Member
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NOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA........ELE TEM Q AGARRAR ELA DE VEZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...OMMMMMMM |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 03:30 PM Post #26 |
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Administrator
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:rolleyes: :rolleyes: :rolleyes: |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 03:46 PM Post #27 |
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Administrator
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Capítulo 18 Abbey deixou o chalé de Urs e foi para o seu quando teve certeza que os sequestradores não fariam mais contato. Ela tentou, mas eles não queriam falar com ela. Ela tinha que ter paciência, mas sabia que tempo não era seu amigo. Ela ligou para Justin, o detetive, e perguntou se ele já havia começado as investigações. Estava sentada na varanda novamente, bebendo o que sobrou do vinho, quando David Miller veio até ela. _Olá Sr. Miller. – Ela disse, percebendo que era ele. _Detetive Brown... só vim ver se Urs está aqui. _Não, por que estaria? A última vez em que o vi... já se passaram horas. _Ele desapareceu... e isso não é comum. _Tem certeza que ele desapareceu? – Abbey farejou problemas. – Quero dizer... não está só andando por aí? _Não sei... tentei seu celular, mas não responde. Berkeley está preocupado, e decidimos ver se ele se enfiou aqui. _Vou encontrá-lo. Dê-me 10 segundos. Abbey entrou e pegou sua lanterna e uma bolsa. _Onde você vai? – David não entendeu. _Vou procurar Urs. Você e Berkeley fiquem aqui, ele provavelmente se perdeu nesse matagal. Se os sequestradores ligarem, falem com eles. David concordou com a cabeça e voltou para o chalé. Abbey ligou a lanterna e caminhou por entre as árvores para encontrar o Urs desaparecido. Ela pensou que o mataria, assim que o encontrasse. Se ele tivesse marcado hora, não conseguiria encontrar pior momento para perturbá-la. Quando ela sentava para saborear seu cigarro e beber vinho... aquilo era sagrado. E então lá estava Abbey, no meio da selva, atolando-se em lama, sendo arrastada pelos insetos, procurando um homem que nem queria ser achado. _Sr. Bühler! – Ela disse, não tão alto. A selva estava quieta. – Sr. Bühler! _Vá embora! Ela ouviu. Ele não parecia muito longe dela, mas estava longe o suficiente do hotel. _Sr. Bühler, por favor torne as coisas fáceis para mim. Não quero te carregar de volta. _Ah! – Urs disse. – Você e que exército? _Eu sou o exército, Sr. Bühler. – Abbey acendeu os olhos esverdeados de Urs com a lanterna. – O que raios você está fazendo aqui neste breu? _A lua está cheia... _E sei, e continua escuro. _Você se importa comigo? _Sou paga para isso. _Você realmente se importa? – Ele insistiu. _Sim. Satisfeito? _Talvez. Por que você está aqui? _Eu pensei que você já tinha feito esta pergunta, que você mesmo respondeu. _Quero saber aqui, na selva. Você odeia a selva. _Vim atrás de você! Sr. Miller e Berkeley estão preocupados. _Eles estão vindo também? _Não... ordenei que ficassem lá, caso os sequestradores façam contato. _Ótima desculpa. Abbey não entendeu e ela pensou que Urs estava falando em código. Mas ela logo conseguiu entender o que ele dizia com “desculpa” quando ele foi até ela, a segurou pela cintura e beijou seus lábios. Não havia sentimentos naquele beijo... era puramente sexual. Como se ele estivesse faminto, e Abbey Brown fosse a única que pudesse aliviá-lo. Ela não tentou parar, mesmo sabendo que deveria. Urs era seu cliente e definitivamente não fazia aquilo. Mas ela não foi tão forte para evitá-lo. Ele a pressionava contra seu corpo e quanto mais ele fazia aquilo, mais ela se sentia entregue. Ele a pediu para agir como uma mulher, mas ela nunca imaginou que ele começaria a agir como um homem. Eles se beijaram por alguns minutos. Quando Urs finalmente a deixou, Abbey não estava exatamente sentindo seus lábios. _Céus... – Urs olhou para a selva porque ele não queria encarar Abbey. _É melhor voltar, Sr. Bühler. _Você está certa. – Urs começou a andar de volta para o hotel. Abbey o seguia com a lanterna. – Mas Detetive Brown... por favor, resgate minha namorada. |
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| tatidtmr | Jul 3 2006, 04:41 PM Post #28 |
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Advanced Member
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Tatty nao estou com paciencia para ler inteira, mas deixa os meus exames passaram na fcul ke vc vai ver como eu fico kerendo mais e mais dessa historia tb... adoro livros e filmes policiais, principalmente kd eu sonho ke sou sequestra e mais uma pessoa ke nao digo kemé.. :rolleyes: xxx tati |
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| Tatiana | Jul 3 2006, 05:08 PM Post #29 |
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Administrator
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[size=4]Tati, espero que você goste dessa Eu estou só traduzindo, está toda escrita Como não estou com tempo e inspiração para a Loving You, eu vou traduzindo as outras
Beijos!!![/size] |
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| Tatiana | Jul 4 2006, 01:45 PM Post #30 |
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Capítulo 19 Abbey não dormiu a noite inteira. Ela passou a noite rolando pelos lençóis, suando e sentindo o cheiro de Urs por todo o seu corpo. Ele ainda estava ali, como se fosse um vírus do qual ela não conseguisse se livrar. Ela sabia que algo ruim ia acontecer, e aquilo a assustou ainda mais. Beijar Urs não era o pior, mas era só o começo. Ela pensou que nunca deveria ter aceitado aquele trabalho e ficado quieta na droga da sua mesa. Mas não... o dinheiro falou mais alto e ela tinha que mudar de continente só para ter mais problemas. O seu celular tocou quando já estava amanhecendo. Abbey estava sentada na cama, olhos arregalados e vermelhos, imaginando como ela faria para se livrar de tudo aquilo. _Abbey Brown. – Ela nem viu quem era. _Deixe-me adivinhar... acordada ainda. _Justin... que bom ouvir sua voz. – Ela sentiu alívio. – Sim, não dormi nada. Mas isso não é novidade. Diga-me, o que conseguiu? _Você estava certa, tem alguém por trás disso. Você conhece todo mundo que está no ônibus sequestrado? _Não... sei que são um grupo musical... _Pois alguém ali é mais do que isso. Alguém ali tem envolvimento com algo grande. Meus contatos ainda não me disseram tudo, mas estou fazendo um relatório completo. Só liguei para dizer que você deveria tomar cuidado. _Cuidado por quê? – Abbey arregalou os olhos. _Bem... as fontes me indicam que por trás de tudo está uma pessoa ligada aos reféns. Abbey coçou o queixo. _Justin, você precisa vir aqui. Temos que resgatá-los. _Assim, tão rápido? _Sim, bem rápido. Junte um esquadrão... você sabe do que precisamos. Eles estão no limite, e se é alguém próximo que os mantém cativos, talvez não tenha a intenção de libertá-los. Eu sei que algo ruim já aconteceu, e não tolerarei perder reféns. Você também sabe como sou. _Ok, juntarei uma equipe e voaremos para Cingapura. Mas Abbey... sua voz... tem alguma coisa errada por aí? Você é sempre fria como um bloco de gelo, e sua voz está tremendo. _Sim, está. – Abbey desabou na cama novamente. – Tem algo me tirando do sério, mas não sei se falo com você. _Conte logo. – Justin riu. _O cliente. Urs Bühler. Ele me... irrita. _Nada irrita Abbey Brown. _Ele irrita. Pior, ele me desconcentra. Ele me faz querer fazer coisas que até eu não sabia que podia fazê-las. _Eu sempre disse que essa sua abstinência ia te deixar doida. – Justin gargalhou. _E eu sabia que você não ia me ajudar em nada! _Abbey, sem drama. Ora... se você quer, pegue. Você é Abbey Brown... existe no mundo algo que Abbey Brown queira que ela não consiga? _Não... _Então! _Simples assim? _Nunca foi complicado, Abbey. Deixe-me ir. Resolva seu problema hormonal... ele não pode interferir na operação de resgate. |
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11:22 AM Jul 11
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