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The White Stripes
Topic Started: Sep 26 2007, 12:42 AM (834 Views)
Becky Smyt
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Blitz
 
Senhoras e senhores, eu sou o Jack White e esta é a minha irmã mais velha, Megan». De cada vez que Jack White, estridente, se acerca do microfone para as apresentações, há alguém que acredita. No Passeio Marítimo de Algés (espaço onde decorreu o festival Oeiras Alive!07), em Junho passado, quem só esperava por «Seven Nation Army» (que chegou no fim, triunfante) caiu na esparrela. Mas Jack, o sétimo de dez irmãos, não tem em Meg uma irmã no sentido sanguíneo da questão; antes uma parceira devota, falsamente silenciosa (como nos aperceberíamos ao longo de uma conversa no «backstage»), complemento perfeito de um também falso «one-man show» que Jack poderia (mas não queria) engendrar. É ele que, no decorrer do encontro do duo com o jornalista, passa a palavra a Meg, que repete frases que a timidez da baterista não deixa perceber com nitidez, que se esforça por integrar num «nós» abrangente tudo o que, afinal, parece ser só coisa da sua cabeça. Este homem trabalha, enquanto a rapariga das baquetas passa serões com Josh Homme (o faz-quase-tudo dos Queens of the Stone Age) no karaoke.

Não é bem assim. Meg é a «big sister» (e ele é White porque lhe «roubou» o apelido), fala do ex-marido (voilà!) e eterno companheiro de palco como quem encolhe os ombros para dizer «ele é assim, deixa-o lá falar que eu já digo qualquer coisinha». Meg contempla a inquietude de Jack, ri-se por cima das suas gargalhadas – e Jack gargalha quando lhe perguntamos se depois da aparição num episódio dos Simpsons será sempre a descer; ou quando indagamos se, com apenas três semanas de confecção, este disco não terá saído demasiado barato à editora. Mas se esperávamos que Meg dissesse «ámen» a tudo o que Jack «metralha» (e este homem fala «a jacto», com o mesmo ritmo demolidor que impõe, por exemplo, às partes aceleradas de «Rag & Bone»), ela trata de nos contrariar. Ela troça do perfeccionismo dele; ele sabe que ela o está a «picar».


É uma relação bonita, dirá o forasteiro. Mas não estávamos lá para ver quando, em 2000, o casal que se conhecera em 1994 e celebrara matrimónio dois anos depois, se divorciava sem volta possível. Nem quando, perante a discrição absoluta de Meg, Jack se entregava aos braços de Bridget Jones (isto é, a actriz Renée Zellweger). Sobre o anterior Get Behind Me Satan (2005), em que as guitarras perdem fulgor e dão lugar a instrumentos como a marimba ou o piano, se disse ter sido inspirado pela dissolução da relação com a actriz texana – acreditamos, contudo, que o título não lhe tenha sido dedicado. No primeiro dia de Junho de 2005, o músico tentava o segundo casamento, com a modelo inglesa Karen Elson. Menos de um ano depois, nascia o primeiro rebento (uma menina chamada Scarlett Teresa White) e um segundo filho estará a caminho. Sabemos isto pelas revistas, claro, que Jack White não se deixa descoser: da lista de pedidos aos «media» (BLITZ incluída) faz parte uma simpática alínea que reza assim: «concentrem-se na música; não há lugar a perguntas sobre as questões irmão/irmã e vida pessoal».

Que trabalho e prazer não se confundem em Jack White, já o sabíamos. Mas este parece ser o «modus operandi» ideal para que às insistentes perguntas «Vão acabar? Quando é que vão acabar? Os Raconteurs vão acabar com os Stripes? Os Stripes vão acabar com os Raconteurs?» Jack White responda com um ponderado «Nem pensar». Medo de perder o gás existe sempre «mas é o nosso sexto álbum e vamos com dez anos em cima – por isso acho que temos alguma experiência em saber como não perder a pedalada. Já achei que sim, que isto tinha um fim, mas depois durámos este tempo todo. Posso temer que as baterias falhem, mas tenho alguma confiança de que isso não acontecerá tão cedo».
Até ao distante epílogo (eles vão tratar de atrasá-lo), os White Stripes caminharão pouco acompanhados. «Isto anda mal», atira-nos Jack quando lhe recordamos que, em 2004, se virou contra Ashlee Simpson (depois de um célebre playback mal sucedido no programa televisivo Saturday Night Live) e Lindsay Lohan («alguém teve a lata de me perguntar se eu queria tocar guitarra no álbum dela»), lamentando que não sejam os tempos de um Frank Sinatra ou de uma Patti Page (de quem grava, curiosamente, um tema em Icky Thump, «Conquest»).

Ainda há salvação? – é a pergunta que antecede mais uma sonora gargalhada e de Meg lembrar que, por aqueles dias, a «socialite» Paris Hilton havia dado entrada numa prisão. Fica a resposta: «será que isto se pode tornar ainda pior? A ideiaque passa é a de que na América não há regras. Há pessoas que entram num estúdio de gravação só porque sabem fazer a dança do ventre. Não há talento, não há nada. Não sabem tocar um instrumento, não sabem cantar. Estão inseridas num pacote, com imensa gente à volta. E não há perspectivas de longevidade – seis meses mais tarde, ninguém vai dar nada por elas porque nada disto é, para começar, uma coisa real. Há quem diga que a "Reality TV" é a realidade. Digo-vos eu: é ainda mais falsa que a ficção!».


E agora a informação adicional x) : Jack nasceu no dia 9 de julho de 1975 em Detroit. Um dos dez filhos de uma família católica, Jack aprendeu a tocar piano, guitarra e bateria. Participou em várias bandas quando adolescente. Com 17 anos foi trabalhar no estúdio Muldoon e lá conheceu Brian Muldoon, com quem formou uma banda, que nao viria a durar muito tempo.

Na mesma época conheceu uma empregada de mesa chamada Meg White, que se tornou na sua grande parceira. Em 1996 casaram-se e, no ano seguinte, iniciaram a carreira musical com o nome de The White Stripes - ele na guitarra, ela na bateria e ambos nos vocais. Sempre com roupas brancas e vermelhas, a dupla tem agradado crítica e fãs, com o seu rock alternativo influenciado pelo punk, folk e blues.

O primeiro registro da dupla de Detroit, nos Estados Unidos, chegou em 1999, “White Stripes”. Os lançamentos de “De Stijl” (2000) e “White Blood Cells” (2001) aumentaram o reconhecimento da dupla e a tour tornou-se internacional.

Participaram em programas de grande audiência, foram tema matérias em revistas conceituadas e receberam críticas positivas. Por esta altura, a música “Fell in Love Girl” ganhou um videoclipe feito somente com peças do Lego. Não podia ser diferente, o video foi indicado a quatro categorias do MTV Video Music Award, incluindo melhor video do ano.

O ano de 2003 foi muito especial para os White Stripes. Jack compôs a banda sonora de “Cold Mountain” e actuou no filme. O disco que consolidou de vez a carreira da dupla, “Elephant”, também foi lançado no mesmo ano. Gravado em apenas duas semanas, espalhou-se pelo mundo e recebeu inúmeras críticas positivas. Nos Grammys de 2004 o resultado do trabalho: quatro indicações. Receberam dois prémios, melhor álbum de música alternativa e melhor canção para “Seven Nation Army”. E nesta altura Michael Stipe, vocalista dos R.E.M., comenta que Jack e Meg White são a prova de que "a fonte do rock ainda não se esgotou".

Get Behind Me Satan, lançado em 2005, foi o quinto album da banda. Três singles foram lançados: Blue Orchid, My Doorbell e por ultimo The Denial Twist, cujo video documenta a semana em que os White Stripes actuaram no programa de Conan O'Brien, contando com a participação do mesmo. Com este algum ganharam mais uma vez o premio de melhor algum de musica alternativa, nos Grammys de 2006. Foi neste ano tambem que tiveram a sua apariçao nos Simpsons.

A 28 de Fevereiro de 2007, a banda anunciou que tinha finalmente terminado o trabalho no seu novo disco, chamado Icky Thump. O album foi lançado em Junho, seguido de uma serie de concertos na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro single, com o mesmo nome do album, chegou rapidamente aos tops. Seguiu-se o seu single mais recente, You Dont Know What Love is (You Just Do as You're Told).

Devido a problemas de saúde de Meg White, a banda foi obrigada a cancelar a sua tour de 2007.

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E depois deste grande testamento, que ninguem vai ler, Oiçam White Stripes. Não, a sério. Porque têm o rock, o roll, o folk, o country, o pop, o blues...e isso tudo. Porque os dois sozinhos fazem musica excepcional, viciante, electrizante. Porque têm videos brutais. E sem eu conhecer uma única musica (para alem de saber trautear os acordes do Seven Nations Army) deram o melhor concerto que vi este ano, e sem duvida o mais memorável.

Como musicas preferidas tenho, por enquanto, Icky Thumo, Seven Nations Army, A Martyr for my Love For You, Conquest, I Dont know what to Do With Myself, Rag and Bone, Effect and Cause e You Dont Know What Love Is.

E pronto, mais um altar a uma banda...alguem conhece? Alguem gosta, alguem adora? x)

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I once knew a girl who would just stand there and stare.
At anyone or anything, she seemed not to care.
She'd stare at the ground, she'd stare at the sky.
She'd stare at you for hours, and you'd never know why.
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ShiningSirio
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Ah, eu agora já não ouço muito. Conheci-os na altura do Seven Nations Army e ouvi durante uns tempos. É muito fixe :lol: nem sei porque é que nunca mais ouvi coisas novas deles. Talvez recomece agora x).

Eu pensava que eles eram mesmo irmãos :lol: so weirdo xD.

Mas é verdade, eles são mesmo muito bons.
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