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Entropia; Resumo de um rpg, mauaha
Topic Started: Jun 17 2006, 05:58 PM (875 Views)
Yangsmoth
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Dactilógrafo Profissional
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Bem, como alguns sabem, existe noutro fórum um rpg chamado Entropia. Certa noite deu-me na telha para começar a resumir os acontecimentos de lá, dando uma escrita decente e modificando certas coisas.
O Imperador e o Shan eram personagens minhas;

Entropia

Teomatron era a maior nave da frota Imperial, um distinto ícone de riqueza e poder. Construída com toneladas do mais duro metal, revestida de diversos escudos defensivos e armas variadas. As asas curvavam para a frente, ao lado da enorme esfera de vidro acoplada à carapaça que era a sala de controlo, dando a aparência de um ser a esticar os braços ao longo da cabeça, desejando algo.
A imensidão negra, preenchida por pequenos pontos que eram as estrelas, era reflectida nos orbes cinzentos de Zhar Mordahn, o Imperador. O poderoso humano envergava uma pesada armadura negra, espinhosa e pesada, abraçada por capa e manto vermelhos.
As luzes intensificaram e a porta automática abriu-se, de onde entraram dezenas de pessoas, oriundas dos mais profundos recantos da galáxia. Liderando a multidão, encontrava-se George Lethal, um homem na casa dos quarenta, de cabelos negros que começavam a deixar caminho a um branco sábio. O rosto do homem era austero e culto, modificado pelo tempo. No entanto, o tempo não atenuara a aparência, de facto, cultivara um charme carismático e uma boa dose de beleza matura. George Lethal era general, o braço direito do Imperador. Um veterano de guerra e diversas campanhas, como demonstrava a cicatriz na bochecha esquerda, ou as diversas medalhas no peito.
No meio da multidão, destacados pelos trapos que envergavam e aspecto miserável, um punhado de prisioneiros tremia. Rebeldes destinados a execução.
— Sentem-se, por favor. — Pediu o Imperador, a sua voz profunda e imponente, ressoando na sala como a presença de uma arma. Os convidados tomaram lugar em frente do estrado onde Zhar aguardava.
— Suponho que todos conheçam a razão da vossa presença. O Império deseja discutir convosco o rumo político da galáxia.
Na linha da frente, encontravam-se os representantes de Halgaya, da União, e da Horda. O primeiro era um homem velho, de longas barbas grisalhas, vestia um comprido manto azul, brilhante. Exibia uma expressão nobre e condescendente. O segundo caracterizava-se por ser alto, de cabelos negros espetados atrás com o auxilio de gel, os olhos avelã brilhavam com força prematura. Por fim, o representante da Horda destacava-se pelo mero tamanho e origem. Um enorme Gork musculoso, e pele verde escura. Os caninos inferiores não se aguentavam no interior da boca, saíam para fora, parecendo clamar por sangue. Uma cascata de cabelo negro descia entre duas orelhas pontiagudas.
— A guerra afecta-nos a todos, uma ferida que se agrava com o passar do tempo.
— Ferida que vós havei causado, Imperador. — Afirmou o representante de Halgaya, Lazarus Nefzen, um mago de renome.
— Por favor, lorde Nefzen, permita-me…
— Faça o favor. — Concedeu Lazarus, acompanhando as palavras com um gesticular sereno.
— Como eu estava a dizer, a guerra afecta-nos. Causa mortes e destruição, pobreza e miséria. Existe uma simples maneira de a acabar, submetam-se ao Império, deixem que cuidemos da galáxia, não haverá mais fome, nem guerras. Todas as raças coexistirão em paz e harmonia.
— Subjugadas pelo regime Imperial. — Opinou Jim Scott, o representante da União.
— Um preço leve a pagar, senhor Scott.
— Leve a porra! — Irou-se Thrun, o Gork da Horda. — Nunca submeteria o meu povo ao teu regime da treta, humano! — A voz parecia filtrada, rouca e dissonante.
— Calma, senhor Thrun.
— Calma?! — Thrun levantou-se, pintando as faces com uma careta ameaçadora.
George interveio: — Lorde Thrun, sugiro que guarde sua indignação para si, pois os efeitos podem ser… — Mostrou discretamente o laser que portava ao cinto. — Nefastos…
Apesar de não sentir uma mínima pontada de medo, Thrun refreou-se. Estremeceu com a quantidade de energia por libertar, e voltou-se a sentar.
— Seria um preço muito elevado ter as nossas cores nas vossas bandeiras? — Questionou Zhar. — Prosperidade e paz garantida.
Um elemento do público ergueu-se, indignada. Uma mulher alta e bela, de delicado rosto exótico, olhos violeta semicerrados em frustração faiscavam contra o Imperador A cor de pele, azul escura, traía a sua origem, uma elfo negro de Halgaya. — E a nossa liberdade, Imperador?
— Dentro dos limites impostos, ela permaneceria.
A cabeça da elfo abanou em incredulidade, revolteando os cabelos negros e sedosos. — Mais depressa venderia a minha vida do que a minha liberdade, Imperador.
Lazarus fitou-a. – Acalma-te, Aquila. Os termos estão a ser negociados.
— Não vê, Lorde Lazarus? Perderíamos tudo o que nos destaca com povo livre! A nossa individualidade está em causa!
— Aquila. Eu não aquiesci com nada. Deixa o Imperador acabar, por favor.
— Muito obrigado, lorde Nefzen. — O Imperador envolveu a multidão com um largo gesto da mão. — Os vossos líderes seriam os mesmos, mas as vossas religiões e crenças seriam destruídas. Religiões são chagas no coração de todos nós.
Subitamente, as luzes apagaram-se, inundando a sala numa leve escuridão. – Tchan tchan! — Cantou uma voz, acompanha de uma música jocosa. — Bem-vindos, caro espectadores, ao maior show de mentiras do Universo! No espectáculo de hoje, participa o triplo campeão de aldrabice. — Outra música genérica, parecendo oriunda de um circo, tocou. — O Imperador. — Sons de aplausos gravados foram filtrados pelas colunas. — O nosso programa de hoje muito especial, o Imperador tentará convencer os líderes das outras facções que o Império é coisa boa e que a aniquilação total da individualidade e cultura é benéfico para ambas as partes. Preparem-se senhores telespectadores, hoje vai ser um show de arrasar. Oh, mas o que é isto! O Imperador vai matar um conjunto de rebeldes de modo a demonstrar o seu poder. — Todos olharam para os prisioneiros, rodeados por guardas Imperiais. — Não podemos permitir isso pois não, senhores telespectadores.
— O que vem a ser isto?! — Indignou-se George Lethal, sacando da arma. — Quem é você!? Responda!
— Quem sou? Um programa informático altamente poderoso, de facto, sou capaz de penetrar nos computadores centrais de Teomatron e roubar todos os vídeos pornográficos que os vossos íntegros soldados confiscaram, procedendo a estudá-los pormenorizadamente. Sugiro que limpem as manchas brancas nos teclados, Imperador.
— Mostra-te! Intruso! — Ordenou George, esbracejando inutilmente, a cara contorcida em ira.
— Mostrar-me? Nah, prefiro mostrar o senhor. — Nos ecrãs da nave, apareceu uma montagem de George Lethal, onde o general era apresentado vestido em roupa interior, a ser chicoteado por um homem gordo com uma expressão de êxtase.
Os presentes irromperam em murmúrios, a maioria assustados, uns poucos rindo-se. Diversas explosões ouviram-se, e gritos estrangulados. A multidão entrou em histeria, tentando sair do lugar e espezinhando os infelizes que caíam ao chão na confusão geral.
— Basta! — George Lethal disparou o seu laser, acertando num prisioneiro, que foi atirado ao chão, fumegando. O jogo de cores intensas silenciou a multidão.
— Seja quem for, o que pretende? — Inquiriu o Imperador, calmo e sereno, imune ao banho de emoções variadas que reinava na sala.
— Pretendo despenhar a sua nave em Kret’Mortis, de facto, a rota já está assinalada.
A onda de histeria renovou-se. Na confusão geral, um prisioneiro aproveitou para esmagar o nariz do guarda mais próximo com o cotovelo, as grilhetas que o prendiam abriram-se automaticamente. Abençoando a intervenção do vírus, o prisioneiro de nome Shan atirou-se ao chão e agarrou a espada do guarda ferido. Levantou-se com um pulo e cortou o seu caminho até à porta de saída. Dois guardas dispararam contra ele, ambos falharam devido à atempada intervenção de Aquila, que os despachou com dois dextros cortes do sabre recurvo.
— Er… obrigado. — Agradeceu Shan. — Melhor irmos emb…
Um estrondo ouviu-se, sem razão aparente, a cabeça de guarda Imperial, um ser da raça Cinzento, explodiu. — Ups, foi sem querer, juro que não sabia que estes gajos eram tão sensíveis. — Gozou o vírus informático.
— Responde de uma vez por todas! — Bradou George, matando mais dois prisioneiros e assistindo indignado à fuga de Aquila e Shan. — Quem és!
— Oh, tem razão, peço desculpa pelas minhas maneiras. Podem chamar-me Animus, não que isso interesse de sobremodo, dado que vai morrer, senhor Lethal. — O dito berrou antes de fulminar um convidado aleatório.
O Imperador agarrou o ombro de George. — Coloca a nave em controlo manual, desliga o sistema.
— Nã nã, quem manda aqui sou eu! — Afirmou a voz de Animus, jocosa e irónica.

Aquila e Shan corriam pelos corredores da nave, esquivando tiros e explosões. Ao virar uma esquina, Shan esbarrou contra alguém, ambos caíram ao chão, Aquila deteve-se para ajudar o companheiro, mas Lazarus materializou-se, pegando no braço da elfo e desaparecendo com ela.
Shan abanou a cabeça e soergueu-se, fitando o objecto de colisão. Uma bela mulher de pele azul escura, parecia um elfo negro, mas nas suas costas repousavam asas negras, e uma cauda que terminava com um espigão agitava-se.
— Au… — Protestou o humano. Aquela que ele identificara como uma demónio succubus sorriu, reconhecendo Shan como o homem que a abordara dias antes. — Bons lábios te sorriam, estrangeiro!
— Tu! — Exclamou Shan, lembrando-se da abordagem e da lambada que se seguira. Inconscientemente, afagou a face.
— Podes dizer-me o que se passa? Por favor? — Pediu ela, emulando uma voz suplicante.
Um guarda, alto e alienígena, coberto de pelo castanho e portador de seis braços, surgiu. Não perdeu tempo a disparar quatro tiros em sucessão. Shan pegou na mão da succubus e puxou-a. Iniciou uma corrida desesperada.
Alguns minutos decorreram, felizmente, o par havia despistado o guarda. Infelizmente, encontrava-se agora em frente da entrada do Hangar, que era barrada por seis guardas. Estes apontaram as carabinas.
— Er… Lilith? — Lembrou-se ser este o nome dela.
A succubus descartou a necessidade de pedir com um desinteressado aceno. Aproximou-se, langorosa. Os homens baixaram as armas quando ela largou o lençol. Voraz, ela beijou um deles, principiando a degolar o resto. O homem beijado caiu ao chão, sorrindo em êxtase.
— Muito obrigado. — Exprimiu ele, de orgulho ferido.
— Próxima vez vê se serves para alguma coisa, ó caracoizinhos. — Gozou ela, fitando o homem alto, de cabelos encaracolados algo compridos, e brilhantes olhos verdes.
Shan não respondeu, limitou-se a segui-la para o interior do Hangar. Avistou Aquila, Lazarus, e o representante da União.
— Que vai fazer, Lorde Nefzen? — Perguntou Aquila, algo indignada. — Ficar de braços cruzados?
— Minha filha, o nosso Imperador nada pode fazer contra Halgaya. Estamos protegidos.
— Por quanto tempo? — A voz da elfo começava a aumentar de intensidade.
— O suficiente. Não temos tempo para conversar, rouba aquela nave e foge, eu irei com Jim Scott. — O dedo velho apontou para uma nave pequena.
Aquila dirigiu um último olhar cauteloso ao mago, antes de acatar a ordem. Lazarus partiu também, com Jim Scott atrás.
Shan e Lilith fixaram-se na nave restante, correram e entrar a tempo de evitar uma rajada de lasers dos recém-chegados guardas. — Animus, por favor, liga-me esta merda!
— Se pedires por favor. — Respondeu a voz digital.
— Por favor… Liga-me esta merda! — Bradou o humano indignado, sobressaltando a succubus. Dois tiros embateram no vidro blindado, felizmente não tiveram efeito.
— Muito bem, agora tenta sem asneiras. — Continuou Animus a brincar.
Shan suspirou. — Liga a nave, por favor.
As luzes no interior da nave acenderam, e o barulho indistinto do motor viajou até aos ouvidos de succubus e humano. Pilotando agilmente, Shan levou a nave para fora de Teomatron.
O preto espacial abraçou-o, entretanto, Teomatron viajava a toda a velocidade contra a superfície de Kret’Mortis.

Shan dormia, a boca entreaberta, um fino fio de baba a escorrer pelo queixo. A boca desenhou-se num sorriso infantil. — Lilith… — Murmurou, intensificando o sorriso. Aparentemente, estava a sonhar. Os seus olhos abriram-se mesmo a tempo de receber uma forte lambada na face. — Porra! — Praguejou, cuspindo saliva.
— Isto é por estares para aí a sonhar perversidades. — Disse Lilith, preparando-se para novo golpe.
— Mas que raio! Como sabes que eu… — Secamente, a succubus apontou para o inchaço nas calças do humano, que ficou boquiaberto de humilhação.
— Oh… desculpa… Eu, er.
Lilith apresentou-lhe o característico sorriso provocante. — Tenho esse efeito nos homens. — Brincou com os caracóis dele, constrangendo-o ainda mais. — Então diz-me… o que fizeste para seres preso?
Shan ajeitou-se na cadeira, algo perturbado. — Para além de ter fugido do Imperador enquanto vivi com ele?
— Viveste com o Imperador? — Surpreendeu-se ela.
— Uma longa história... Penso que sou perseguido principalmente por isto. Mas também… matei inúmeros imperiais, comandei um rebelião, detonei naves, esse tipo de coisas. — Forçou um sorriso.
Lilith sorriu gentilmente, obrigando Shan a desviar o olhar. — Foste muito corajoso.
Shan viu-se incapaz de responder, limitou-se a acenar em concordância. Lilith reforçou o sorriso, exibindo uma fileira de dentes brancos. Perscrutou o humano de alto a baixo, detendo-se nas faces coradas e nos caracóis. Achou-o engraçado, aproximou-se. — Podias ser um cavalheiro e emprestar-me a tua camisola, o espaço é frio e este lençol é incrivelmente fino.
— Oh… desculpa… — Retirou a camisola apressadamente e entregou-a à demónio, que se vestiu rapidamente. Ela achegou-se a si, a sua doce fragrância viajou até ao nariz do humano. — Para onde vamos mesmo?
Shan sentiu-se tentado a responder: “para a cama”, mas refreou-se. — Parece que o Animus marcou a rota para D12, uma estação espacial aqui perto. — O tom tímido na sua voz não passou despercebido.
— Estás tenso, rapaz, deixa que eu te acalme. — Lilith agarrou Shan pelos ombros e virou-o de costas para si, principiando a massajar-lhe os músculos tensos. — É pena não ter aqui os meus óleos.
“É pena esta nave ser tão pequena.” Pensou Shan, olhos deleitosamente fechados. Pegou gentilmente nos dedos dela. — Fala-me de ti.
Ela encolheu os ombros, parando a massagem. — Que queres saber?
— De onde vieste? Onde estão os teus pais?
O olhar dela entristeceu. — Halgaya… — Perdeu-se temporariamente em memórias. — Os meus pais estão lá. Mas duvido que alguma vês os volte a ver.
— Então, porque dizes isso?
Lágrimas cintilaram nas esferas negras. — O Império…transformaram-me naquilo que sou. Uma aberração, os meus pais nunca me irão aceitar de volta, transformei-me naquilo que eles mais abominam. — Desabafou de uma assentada.
Shan estacou de surpresa, sem saber o que dizer. Lentamente, puxou-a para o seu colo, deixando-a chorar no seu peito. Afagou-lhe os cabelos negros, apoiando o queixo no topo da cabeça dela. Cada soluço espetava-o como uma faca.

Aquila havia acabado de entrar na estalagem, seriedade patente na expressão. Olhou em volta, transmitindo desprezo aos homens sujos que bebiam, e aos alienígenas variados de aparência velhaca. A observação deteve-se num elfo negro, que bebia com ar descontraído. O desprezo aumentou de intensidade.
O elfo acenou-lhe, antes de se levantar. — Então Aquila, por aqui?
— Não, não estou aqui. — Ripostou ela acidamente, controlando-se para não revirar os olhos.
O elfo negro, apelidado de Razziel, riu. — Ah, eu devo estar a ver mal então.
Aquila suspirou. — Sim, deve ser isso. Continuas o mesmo cavalheiro de sempre, Razziel.
— E tu a mesma dama encantadora. — Retorquiu ele, evidenciando ironia. — Então, onde tens estado?
— Algures longe de ti.
Razziel produziu dois estalos admoestadores com a língua. — Aquila Aquila, esse teu feitio ainda vai ser a tua perdição. Ainda me lembro daquela vez no templo de Luna, quando me partiste o nariz só por ter dito que cheiravas mal.
— Vê o lado bom, com o nariz partido já nada te cheirava mal. — Atacou Aquila, à beira de perder as estribeiras com o irritante elfo.
— Vamos lá esquecer antigos rancores, está bem? — Pediu ele, levantando as mãos com intentos pacíficos.
Aquila girou nos calcanhares, agitando a capa azul, e afastou-se, sem se dignar a responder. Razziel ergueu o canto da boca num sorriso maroto.

Arriaga rebolou pelo chão, esquivando-se aos lasers que o miravam. Levantou-se num pulo, espadas prontas, olhar resoluto. Passou uma mão pela barba por fazer, avançando depois para o cabelo desalinhado. Avançando rapidamente, degolou dois soldados imperiais. Rodando em si, aparou a espadeirada do terceiro, estripou-o com a restante espada.
Findo o curto combate, partiu, ignorando os três corpos. Saltou para o interior da minúscula nave e marcou a rota para a estação espacial D12.
A viagem demorou pouco mais de duas horas. Aterrou na estação e entrou na estalagem.

Sorien vagueava pelo espaço. Sentia o irmão, uma presença nítida, e ao mesmo tempo indistinta. O seu olhar sonhador percorria as estrelas. Manobrou a nave, esquivando-se de dois meteoritos.
— Talla, marca rota para a Terra.
O robô que o acompanhava falou, voz digital e genérica. — Posso inquirir a razão, Sorien?
— Podes, mas não te sei responder. Limita-te a fazê-lo. O berço dos homens atrai-me.
— Atracção sádica. A Terra nada tem para além de mortos, ruínas, e mutações.
— Continuo a achar estranho um robô com emoções, sabias? Melhor guardares as tuas opiniões para ti, a não ser que desejes uma falha no sistema. — Disse ele em tom de brincadeira.
— Sou um modelo único.
O resto da viagem decorreu em silêncio.
"Death looks down at the corpse of the Lover, then turns to the Woman" - Your husband died, do you wish to carry on your life with painful memories? Or do you want to forget him?
"The woman sobs" - I'll live with his memory, even if it's painful.
"The woman goes, the Warrior turns to Death". - I'm curious, Death. You gave this choice to many people, right?
"Yes..."
"How many of these lovers chose to forget?"
"None, not one."
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Patronni
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Vendedor Ambulante
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Mas kem e k vai ler isso tudo?
4 8 15 16 23 42

O que diz um boneco de neve para outro boneco de neve??
Cheira a cenoura!
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blue
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Velha Guarda
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Patronni
Jun 22 2006, 03:11 PM
Mas kem e k vai ler isso tudo?

foi isso mesmo que eu pensei... eu curto ler... mas também tar a ler um post assim tão grande :s
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Becky Smyt
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Quem gosta de ler e quem se interessa :P Eu pretendo ler, ainda nao o fiz porque o Yangs postou este topico numa altura complicada e porque o tema nao me interessa muito..

De qualquer forma, isto é o Cantinho do Criador, para todo o genero de artes. Nao é para agradar a ninguem nem para ser curto e mais facil de ler. Agradecia que daqui para a frente, nem aqui nem em nenhum outro topico, se respondesse ao trabalho de uma pessoa com um "Mas kem e k vai ler isso tudo?". Mesmo tratando-se isto de um rpg e nao de uma obra do Yangs, é rude e é uma falta de respeito pelo trabalho das pessoas envolvidas. Quem leu, que critique decentemente. Quem nao leu, nao o faça.

Olhem se alguem tivesse olhado para a grossura de um livro do Tolkien e tivesse dito: Mas quem é que vai ler isso tudo? :blink:

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I once knew a girl who would just stand there and stare.
At anyone or anything, she seemed not to care.
She'd stare at the ground, she'd stare at the sky.
She'd stare at you for hours, and you'd never know why.
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blue
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Velha Guarda
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Becky Smyt
Jun 22 2006, 04:17 PM
Quem gosta de ler e quem se interessa :P Eu pretendo ler, ainda nao o fiz porque o Yangs postou este topico numa altura complicada e porque o tema nao me interessa muito..

De qualquer forma, isto é o Cantinho do Criador, para todo o genero de artes. Nao é para agradar a ninguem nem para ser curto e mais facil de ler. Agradecia que daqui para a frente, nem aqui nem em nenhum outro topico, se respondesse ao trabalho de uma pessoa com um "Mas kem e k vai ler isso tudo?". Mesmo tratando-se isto de um rpg e nao de uma obra do Yangs, é rude e é uma falta de respeito pelo trabalho das pessoas envolvidas. Quem leu, que critique decentemente. Quem nao leu, nao o faça.

Olhem se alguem tivesse olhado para a grossura de um livro do Tolkien e tivesse dito: Mas quem é que vai ler isso tudo? :blink:

tens razão tens razão... as minhas desculpa Yang :)
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Yangsmoth
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Dactilógrafo Profissional
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? Parece grande, mas são 4 páginas Word. (Acho eu). Anyway, só coloquei para saberem como foi o outro Rpg :mrgreen:
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"Yes..."
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ShiningSirio
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Têm que ver que o que pode parecer grande neste fórum não é realmente tão enorme assim. Isto porque o fórum está todo concentrado no centro, o que faz com que as coisas que dizemos pareçam sempre maiores. :P Quatro páginas do word não é muito.

Anyway, ainda não li o texto primeiro porque não tenho muito tempo e segundo porque não é o assunto que mais me agrada. Mas logo direi qualquer coisa, quando estiver menos ocupada.
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