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Brothers in Arms; Review
Topic Started: May 13 2006, 09:20 AM (539 Views)
Isair
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Dactilógrafo Profissional
[ *  *  *  *  *  *  *  * ]
Provavelmente quando este jogo foi lançado no mercado muitos devem ter pensado "olha, mais um WWII-shooter onde pegamos em armas e vamos em frente a matar tudo o que se mexe". Bem, essa é geralmente a vertente deste tipo de jogos mas não com este.
Brothers in Arms combina um extremo realismo, com controlo de esquadrão, tácticas e lógica.
O jogo em si é focado na história verídica dos acontecimentos entre os dias 5/6/1944 (na noite onde decorreu a primeira e falhada tentativa de missão de paraquedismo em larga escala) e 13/6/1944 (dia da batalha na Hill 30). Somos colocados não na pele de um super-soldado sem voz e mente mas sim na pele do Sgt Matt Baker onde, no meio de uma excelente narrativa, vamos descobrindo os seus medos e esperanças.
Diferindo muito dos outros WWII-shooters, Brothers in Arms, nunca nos deixa à nora com os objectivos e muito menos presos num objectivo sem saber o que fazer. Se perdemos o caminho a tomar, só temos de seguir a seta de objectivos na bússula, se ficarmos parados sem saber o que fazer aparecerá um pequeno texto com dicas sobre o que devemos fazer. Esqueçam o tempo perdido à procura do caminho ou da maneira para passarmos uma determinada parte do nível.
Não esperem também encontrar medi-packs convenientemente colocados para regenerarmos a nossa vida, têm aquela com que começam e são forçados a evitar o fogo inimigo (morteiros é mais dificil evitar porque, ao contrário dos outros shooters deste género, os morteiros aqui são sempre lançados na nossa direcção e não caiem em sítios pré-definidos). A usual barra de vida de 100 é também substituida por uma imagem, inicialmente de cor verde, do nosso soldado que vai mudando de cor consoante a restante vida que se tem. Portanto esqueçam o "avançar como heroi a toda a hora". O número de tiros que são capazes de aguentar varia, como é óbvio, consoante o nível de dificuldade em que jogam.
Para reduzir ainda mais a tendência de "heroi lobo solitário" as armas são mais realistas que em qualquer outro WWII-shooter. Mesmo tendo a mira de disparo notaram numa extrema dificuldade em acertar no inimigo. Claro que podem mudar a visão para as miras de cada arma no entanto vêm o vosso campo de visão bastante reduzido e que, embora se torne mais facil apontar e acertar no inimigo, continua a ser dificil ter um tiro decente. A capacidade de apontar a arma varia com a posição da nossa personagem (se está baixado ou em pé, se vai a correr ou andar, se está protegido ou a levar tiros).
No entanto isto torna quase impossível acertar no inimigo de longe obrigando-nos a avançar. Ora, avançar sozinhos, sem conseguir acertar decentemente no inimigo e tendo este a disparar sempre que pode contra nós, as hipóteses de sobrevivência diminuiriam drasticamente. É então que entra em acção os esquadrões ao teu dispor. Ou os mandamos disparar sobre o inimigo forçando este a esconder-se (o que nos permite avançar) ou os mandamos avançar directamente sobre o inimigo, flanquando-os e apanhando-os desprevinidos. De preferência, e uma vez que se tem dois esquadrões, faz-se as duas coisas. Ou então podem sempre ter o bom e velho prazer de serem vocês mesmo a caírem sobre o inimigo desprevinido desde que tenham um dos esquadrões obrigar o inimigo a esconder-se. Mas é também preciso ter cuidado com as ordens dadas porque cada elemento dos esquadrões tem vida e podem morrer.. e mortos deixam de ter qualquer utilidade. E não esperem por substitutos, caso percam vários membros do esquadrão porque substitutos não há. No entanto não se preocupem pois se perderem o soldado-X na missão ele reaparecerá na missão seguinte porque cada soldado ali é importante para a história. Creepy mas se é preciso manter aqueles soldados para a história e se queremos ter o realismo do esquadrão também morrer, esta é a única solução.
Mesmo assim, com tudo isto, o jogo corria risco de se tornar enfadonho por ser um pouco difícil. Por isso a Gearbox decidiu facilitar ainda mais as coisas.. Não podendo gravar manualmente o nosso avanço no jogo foi então necessário colocar-se checkpoints que, geralmente, são imediatamente a seguir a uma zona dificil de se passar e mesmo já tendo isso foi adicionado o suplemento de permitir o jogador curar-se, todos os membros do esquadrão e tê-los à sua volta para ajudarem imediatamente caso se falha uma zona por 3 vezes seguidas facilitando, desta forma, o jogo. Para dar ainda mais vontade de jogar extras são desbloqueados no final de cada missão e consoante o nível dificuldade em que se jogou.
O jogo em si segue, de forma bastante fiel, os acontecimentos daqueles dias e utilizando fotografias actuais dos locais, onde decorreram os acontecimentos, recriou-se fielmente as vilas, estradas, campos, etc mudando apenas alguns aspectos para parecerem-se mais com os anos de 1944. Nos extras desbloqueados vê-se isso mesmo.
Aqui fica um exemplo:
Foto actual:
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Screenshot do jogo:
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A nível técnico, BIA não está mau. Os sons estão bons (embora não espetaculares), os gráficos são razoavelmente bons (embora, e mais uma vez, não espetaculares) e a AI está também boa (soldados a tomarem proveito do terreno, evitarem fogo inimigo, etc), tendo de vez em quando alguns crashes onde se vêem soldados do esquadrão a optarem por caminhos suicidas quando ao lado estava o caminho seguro.

Se já estão cansados de Medal of Honor e Call of Duty mas continuam a adorar World War II Shooters, Brothers in Arms é definitivamente o jogo que devem experimentar.

Mais informação sobre o jogo aqui: http://www.eurogamer.net/article.php?article_id=58470
Nem sempre os mais sábios são os que têm maior experiência de vida e/ou conhecimento. São sim os que vêm bem a realidade e se adaptam a esta sem irem contra os seus príncipios.
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