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| Call of Duty 2; Review | |
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| Tweet Topic Started: May 13 2006, 09:19 AM (1,521 Views) | |
| Isair | May 13 2006, 09:19 AM Post #1 |
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Dactilógrafo Profissional
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E assim continua um dos grandes nomes do género World War II Shooter, um dos géneros que mais vende no mundo dos jogos de consola e computador. No entanto quando é lançado mais um jogo deste género a pergunta que vem à mente é: mudou alguma coisa? Tem inovações? A resposta é simples: sim e não. Call of Duty 2, tal como acontecera com o seu antecessor, preza-se por ser dos shooters com melhores efeitos visuais. As cinematics foram melhoradas, assim como o motor gráfico e sonoro, neste novo título ao ponto de por vezes nos deixar de boca aberta com os cenários e batalhas levando-nos a ter vontade de repetir certas missões só para estar novamente naquele ambiente. Infelizmente as restantes mudanças em CoD 2 não foram muitas mas são à mesma significativas. Mudanças como a adição de smoke granades, por vezes indespensáveis para se conseguir avançar numa missão. Conferem ao jogo um ambiente mais realista e tanto ajudam como prejudicam, já que o computador também as usa. Quantas vezes não vamos nós esconder-nos na nuvem de fumo, para evitarmos o inimigo, e damos de cara com um soldado. Sem sabermos se é aliado ou inimigo temos a tendência para hesitar até nos apercebermos queé ele que nos está a acertar. Mas dão sempre jeito porque uma vez lançada uma smoke granade é impossível, a quem estiver de fora da nuvem, ver quem lá vai dentro permitindo-nos assim escapar ao fogo inimigo e a malditos machinegunners que teimam em usar-nos como alvo. A Ai foi melhorada em muitos aspectos. Agora os soldados inimigos, e mesmo os aliados, não se limitam a ficar em pé à espera de levar um tiro certeiro na cabeça. Agora tomam proveito do terreno utilizando-o para tácticas e protecção. Bugs estupidos como ter soldados encostados à parede a tentarem passar por ela já não acontecem e agora, ao contrário do título anterior, os soldados aliados ajudam mesmo cobrindo-nos a retaguarda ou estando prontos para entrarem num bunker logo a seguir a nós e cuspirem balas sobre o inimigo. Lançam granadas na altura certa e por vezes smoke granades para cobrirem a seu próprio movimento. Juntando à AI, no que toca no melhoramento de soldados, temos um melhoramento de movimentos, agora mais fluídos, de grafismo e utilidade já que os soldados aliados nos vão dizendo a localização do inimigo e vão gritando ordens assim como nos avisam de granadas lançadas (embora muitas vezes esses avisos e ordens são abafados pelo ambiente sonoro do jogo) fazendo com que o jogo pareça mais realista. Contudo, e embora eles sejam uteis, não há qualquer sentimento de ligação para com os aliados. Um cai e parece que está sempre outro pronto para o substituir. Não há a sensação de que o esquadrão fica prejudicado com a morte de um soldado e na verdade podemos ser nós próprios a abater os nossos aliados que nunca nos acontece nada e nunca perdemos o apoio de outros soldados que aparecem ou que não podem ser mortos. A linearidade continua a mesma, embora por vezes possamos completar os vários objectivos na ordem que quisermos, e continuamos a fazer o mesmo de sempre: limpar bunkers ou casas de alemães a ocupa-los(as), proteger camiões, destruir aviões com AA-Bateries, tanks com bombas ou panzerfausts, caminhar baixado em trincheiras, flanquear o inimigo e acima de tudo matar montanhas de nazis. E agora indo à mudança mais controversa do jogo: contrariamente a muitos FPS neste jogo não existe nenhuma health bar nem medic-packs, tão atenciosamente colocados em locais despropositados para a sua existência, para nos curarmos. Até aqui podem achar que torna o jogo mais realista. Mas acham mesmo que estariamos todaa a missão sem nos curarmos? Se fosse assim não passariamos dos primeiros 10 minutos de jogo. Então para compensar isto que decidiu fazer a Infinity Ward? Simples: a vida recupera-se. Em Quake 4 era dificil morrer contra a nossa vontade, aqui só se morre se estivermos distraídos. Levaram um tiro na cabeça? Uma granada explodiu perto de vocês? Já levaram muitos tiros? Então é simples: afastem-se para um canto sossegado e esperem um pouco até deixarem de ouvir a respiração pesada do nosso soldado e até o vermelho do ecrã desaparecer. Após isso voltem à carga até estarem perto da morte para repetirem o mesmo. Se noutros títulos como Medal of Honor e até mesmo como no seu antecessor, Call of Duty 1, nós eramos uma unstopable-nazi-killing-machines agora somos mesmo um Terminator contra Nazis. Ao fim de um nível o nosso soldado terá levado com tanta bala que seria difícil encontrar algum pedaço de pele e no entanto continuamos por ali bem de saúde. Esta mudança tira muito do realismo e torna o jogo absurdamente facil (se querem tirar bom proveito dele comecem logo no terceiro ou quarto modo de dificuldade) e no entanto é o que torna o jogo leve e fluído. Acabaram-se as malditas vezes em que se tem de carregar no quicksave cada vez que se mata um conjunto de inimigos e estamos com pouca vida. Acabaram-se as malditas frustações por cada vez que temos de voltar atrás metade do nível só porque andavamos ali com a vida ao mínimo acabando por morrer depressa. E como que a pensar também nisto, os saves e loads desaparecem sendo susbtituídos por autosaves bem colocados. Morreste? Então espera que voltas automáticamente ao autosave e recomeças o nível bem perto do sítio onde morreste evitando a frustação de ter de repetir tanta coisa só porque morremos. Será esta uma medida má? Pessoalmente digo que sim... gostava ainda de ver um WWII shooter tão ou mais realista que o Day of Defeat onde levar um tiro é algo problemático e nos obriga a ter bastante cuidado e atenção no jogo. No entanto, para o género que é, foi provavelmente das melhores mudanças possíveis. Pessoalmente preferi o primeiro CoD mas no entanto não deixo de gostar deste (também é me difícil não gostar de jogos de guerra) e aconselho-o a todos os que gostem do género. Mais informação sobre o jogo: http://www.eurogamer.net/article.php?article_id=61534 |
Nem sempre os mais sábios são os que têm maior experiência de vida e/ou conhecimento. São sim os que vêm bem a realidade e se adaptam a esta sem irem contra os seus príncipios.
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